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A pedagogia do apagamento: objetividade como um problema para o pesquisador

É comum afirmar que a pesquisa científica exige rigor, objetividade e método. Aparentemente essa afirmação não apresenta maiores implicações. Contudo, considero que existe um problema grave quando esses atributos passam a constituir de modo predominante o próprio horizonte do pesquisador, especialmente daqueles que buscam aprender como pesquisar cientificamente. 

Receio que, não raro, ensina-se (ou aprende-se) menos a pesquisar e mais a reproduzir uma determinada estética da cientificidade. Certos modos de "dizer" o que é e como se faz pesquisa científica, fortalece o imaginário de que fazer ciência consiste em atender a requisitos técnicos e metodológicos previamente estabelecidos, como se o conhecimento resultasse da correta aplicação de um protocolo sobre um objeto já posto e plenamente disponível à descrição.

Essa compreensão produz um efeito silencioso perverso. Ao colocar a objetividade no centro da formação, acaba-se por deslocar o próprio pesquisador para uma posição periférica. Trata-se da sugestão, ainda de inaudita e involuntária, que quanto menos o sujeito aparecer, mais científica será sua investigação. A pesquisa deixa, então, de ser uma vivência de envolvimento intelectual com um problema e se torna uma operação técnica destinada a produzir descrições objetivas da realidade.

Ocorre que toda descrição participa do design do que descreve. Ela seleciona, organiza, estabelece relações, define fronteiras, atribui relevâncias e produz silêncios. Não existe descrição que apenas transporte o objeto para a linguagem. A própria linguagem constrói o que passa a ser reconhecido como objeto de pesquisa. Por isso, a objetividade não pode ser confundida com a ilusão de que seria possível descrever o mundo independentemente da própria arquitetura da descrição formulada. 

Paradoxalmente, quanto mais o ensino insiste na ideia de que a pesquisa deve primar pela objetividade, menos favorece o desenvolvimento do pensamento crítico que afirma promover. O estudante passa a compreender que seu contexto, sua trajetória, suas dificuldades, suas inquietações e até mesmo sua autoria possuem importância secundária diante da necessidade de produzir um texto que ostente os sinais exteriores da cientificidade. O rigor deixa de ser compreendido como responsabilidade intelectual para transformar-se em conformidade estrutural.

A terceirização da escrita acadêmica, o plágio e o uso servil da inteligência artificial generativa são, provavelmente, também movidos por esses aspectos do dizer científico, fenômeno que envolve, claro, outros fatores. Essas praticas encontram terreno fértil em uma pedagogia que ensina o estudante a acreditar que sua principal tarefa consiste em entregar um produto objetivo, demanda que, diante de inúmeras outras tarefas cotidianas, precariza atos e atitudes que se esperam de um percurso intelectual genuíno em propósitos e autêntico em condições de realização. 

O problema, portanto, não reside na objetividade enquanto compromisso epistemológico, mas na objetivação da própria formação científica. Quando a objetividade ocupa o lugar do pesquisador, a pesquisa deixa de ser vivenciada como prática autoral responsável em seu pertencimento comunitário para converter-se em um conjunto de procedimentos passíveis de execução por qualquer agente suficientemente competente para reproduzir seus marcadores formais. Nesse cenário, o uso servil da inteligência artificial generativa é só mais um capítulo de uma fragilidade formativa que já se encontra inscrita no modo como, há muito tempo, são reproduzidas certas práticas de ensinar o fazer científico.

Prof. Dr. Alejandro Knaesel Arrabal

Notas: 
- Texto elaborado com auxílio de IA Generativa (ChatGPT) para organização textual, revisão ortográfica, gramatical e aprimoramento da redação. As afirmações, argumentos e conclusões são de integral autoria e responsabilidade de Alejandro Knaesel Arrabal.
- Imagem gerada com auxílio de IA Generativa (ChatGPT), baseada em ilustração original de autoria de Alejandro Knaesel Arrabal.

3 de agosto de 2026

[Livro] Outras palavras sobre autoria e plágio

Título:
Outras palavras sobre autoria e plágio

Autor:
Marcelo Krokoscz (Lattes)

Editoras:
Atlas

Edição:
2015

ISBN:
9788522497324

Sinopse:
"O Professor Krokoscz aprofunda em segunda obra as investigações sobre o fenômeno conhecido como plágio, agora focalizando as responsabilidades patrimoniais e morais de autores de obras científicas e literárias. Numa época de transição de práticas e valores. [...] Este livro complementa a obra anterior do mesmo autor, trazendo contribuições teóricas para a reflexão sobre a autoria e o plágio acadêmico numa perspectiva atual e inovadora. É recomendado principalmente para pesquisadores acadêmicos da área científica, mas também pode ser do interesse de profissionais ligados à área jurídica e linguística. É que o conceito de plágio adotado na atualidade resulta da Lei de Direitos Autorais surgida em 1710 na Inglaterra como consequência da revolução editorial da Imprensa."
Mais informações:
www.grupogen.com.br
Referência:
KROKOSCZ, Marcelo. Outras palavras sobre autoria e plágio. São Paulo: Atlas, 2015.

22 de agosto de 2016

[Charge] Páscoa

Palavras-chave: Páscoa. Plágio. Humor. Pesquisa.

24 de março de 2016

[Artigo] O plágio acadêmico como um problema ético, jurídico e pedagógico

Tipo:
Artigo publicado em revista científica
Direito & Justiça
ISSN 1984-7718 
(Consulte Qualis aqui)
Título:
O plágio acadêmico como um problema ético, jurídico e pedagógico
Autor:
Lívia Haygert Pithan (Lattes)
Tatiane Regina Amando Vidal (Lattes)
Resumo: 
"O plágio tem sido objeto de crescentes preocupações no meio acadêmico brasileiro. Órgãos públicos de financiamento de pesquisa científica, tais como o CNPq, a CAPES e a FAPESP, desde o ano de 2011, têm emitido documentos para orientar que as instituições de ensino tomem medidas preventivas e punitivas em casos de fraude – dentre as quais se inclui o plágio. No âmbito universitário, destaca-se o papel educativo do professor orientador de trabalhos acadêmicos de graduação e pós-graduação. Todavia, há escassa bibliografia nacional sobre a relação entre orientandos e orientadores, sendo que as funções deste também não são claramente determinadas em obras de metodologia da pesquisa ou do ensino. Este artigo busca apresentar uma revisão bibliográfica do plágio, considerado aqui um fenômeno complexo, que necessita ser analisado de forma interdisciplinar e não apenas jurídica."
Palavras-chave: 
Ética. Direitos autorais. Professor orientador. Integridade na pesquisa. Fraude.
Referência:
PITHN, Lívia Haygert; VIDAL, Tatiane Regina Amando. O plágio acadêmico como um problema ético, jurídico e pedagógico. Direito & Justiça, Porto Alegre, v. 39, n. 1, p. 77-82, jan./jun. 2013. Disponível em: <http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fadir/article/view/13676>. Acesso em: 15 fev. 2016.

19 de fevereiro de 2016

A Monografia é uma Festa!

Produzir um trabalho monográfico de revisão bibliográfica é como realizar uma Festa. Quem escreve o texto é o anfitrião. Sabemos que uma bela festa deve contar com vários convidados. Não muitos a ponto de sufocar o ambiente, nem poucos de modo a torná-la exageradamente intimista. Uma festa é bacana quando participam pessoas agradáveis, com vivências e perfis variados. Gente inteligente, bonita, atualizada, disposta a “curtir” e compartilhar afinidades e diferenças. Sabemos também que o anfitrião tem o compromisso de receber os convidados e animar a festa, empregando estratégias que favoreçam a interação e o diálogo. No ambiente da monografia, podemos dizer que o anfitrião (pesquisador) tem o dever de convidar diversos autores (fontes citadas) e conduzi-los ao diálogo.
Proponho está metáfora para ilustrar algo que considero necessário à produção científica (especialmente para os iniciantes da pesquisa): promover um olhar mais humanista sobre o trabalho intelectual. Livros (e o conhecimento aparentemente “contido” neles) não são objetos delimitados apenas por suas dimensões ou quantidade de linhas e páginas, são antes manifestações humanas, provenientes de vivências contextuais repletas de virtudes e vícios. Manifestações que se projetam para além do limites de tempo e espaço do autor e do leitor. Por mais qualificada, não existe fonte ou doutrina (leia-se: autor) imune a inflexões de sua época, ideologias, parcialidades ou equívocos.
Ler é sempre um diálogo entre o leitor e o autor. Também a produção textual, a partir de uma revisão bibliográfica, é sempre uma oportunidade para estabelecer o diálogo entre autores de diferentes tempos e lugares, e destes com o escritor. Por esta razão reconheço a importância de indicar as fontes de pesquisa. Não para prevenir o plágio (mesmo porque, a bricolagem ardilosa das fontes não é um fenômeno involuntário), nem tão pouco representa apenas uma questão de legitimidade do argumento. Indicar as fontes é, sobre tudo, uma conduta solidária e inclusiva que garante, ao leitor, o contato (leia-se, diálogo) com os diversos olhares que compõem a tessitura de um trabalho de pesquisa.
Prof. Alejandro Knaesel Arrabal
Foto: www.dreamstime.com

8 de abril de 2015

[Livro] Plágio: palavras escondidas

Título:
Plágio: palavras escondidas

Autora:
Debora Diniz (Lattes)

Editora:
LetrasLivres

Edição:
2014

ISBN:
9788598070377

Sinopse:
"Esta obra faz uma etnografia do plágio – as autoras perseguiram textos de controvérsia, histórias de investigação em comitês internacionais e sítios de trabalhos prontos. Buscaram as vozes dos autores e plagiadores. Passearam pela arte e pela literatura, e não só pelas letras acadêmicas. O livro é isso tudo e um pouco mais: bem-humorado e elegante, desafia as fórmulas prontas que descrevem o plágio como crime capital intelectual. O plágio é um malfeito que abala a integridade acadêmica, mas é preciso devolvê-lo ao campo pedagógico. Esse é um dos xeques-mates lançados pelo livro. Um livro indispensável para leitores e escritores, professores e estudantes."
Mais informações:
http://www.letraslivres.org.br/
Referência:
DINIZ, Debora. Plágio: palavras escondidas. Rio de Janeiro: LetrasLivres, 2014. 

27 de fevereiro de 2015

[Livro] Carta de uma orientadora: o primeiro projeto de pesquisa

Título:
Carta de uma orientadora: o primeiro projeto de pesquisa

Autora:
Debora Diniz (Lattes)

Editora:
LetrasLivres

Edição:
2012

ISBN:
9788598070315

Sinopse:
"Imagine o trabalho de orientação de monografias de graduação. A cada semestre, diferentes estudantes buscam orientação de professoras. Em um único encontro, são discutidos os preceitos, as regras, são sugeridos a leitura de textos, livros, fichamentos. Questões como o plágio e a fraude acadêmica, o ofício da escrita e uma lista interminável de preceitos e regras são colocados por orientadoras como os fundamentos para o início da confecção do primeiro trabalho acadêmico de orientandas. Há muito o que ensinar e o tempo é curto. Agora, imagine o outro lado: uma estudante à espera de sua primeira orientação. A ansiedade em se descobrir autora de um texto acadêmico é inquietante. Todas as orientadoras foram, um dia, orientandas na tarefa de seu primeiro texto acadêmico e guardam a memória vívida desse momento. A obra é um convite que busca guiar o encontro intelectual entre duas pessoas – a orientadora e a orientanda na elaboração do trabalho de conclusão de curso de graduação. Há muitos e bons livros sobre metodologia disponíveis, mas esta carta não concorre com eles. Este livro não ensina a fazer pesquisa, mas como se preparar para a fascinante experiência de criação e da autoria acadêmica. Trata-se de obra indispensável para todas as áreas do conhecimento, que facilitará a vida de professoras e estudantes."
Mais informações:
http://www.letraslivres.org.br/
Referência:
DINIZ, Debora. Carta de uma orientadora: o primeiro projeto de pesquisa. Rio de Janeiro: LetrasLivres, 2012. 

10 de fevereiro de 2015

Seleção de artigos indicados – Prática da Pesquisa - Vol. IV

Esta é a quarta seleção, em ordem alfabética (por autor) dos artigos e textos indicados no blog Prática da Pesquisa, durante o ano de 2013.
ABIB, Gustavo; HOPPEN, Norberto; HAYASHI JÚNIOR, Paulo. Observação participante em estudos de administração da informação no Brasil. http://www.praticadapesquisa.com.br/2013/11/observacao-participante-em-estudos-de.html
ALVES NETO, Rodrigo Ribeiro. Heidegger e o significado ontológico-existencial da ciência. http://www.praticadapesquisa.com.br/2013/02/heidegger-e-o-significado-ontologico.html
BARROS, José Costa D’Assunção. O projeto de pesquisa: aspectos introdutórios. http://www.praticadapesquisa.com.br/2013/08/o-projeto-de-pesquisa-aspectos.html
BARROS, José Costa D’Assunção. A escolha do tema nas ciências sociais e humanas. http://www.praticadapesquisa.com.br/2013/01/a-escolha-do-tema-nas-ciencias-sociais.html
BARROS, José Costa D’Assunção. As hipóteses nas Ciências Humanas: considerações sobre a natureza, funções e usos das hipóteses. http://www.praticadapesquisa.com.br/2013/01/as-hipoteses-nas-ciencias-humanas.html
BESSA, José Cezinaldo Rocha; BERNARDINO, Rosângela Alves dos Santos; NASCIMENTO, Ilderlândio Assis de Andrade. A citação na escrita acadêmico-científica de estudantes universitários: da paráfrase ao plágio. http://www.praticadapesquisa.com.br/2013/06/a-citacao-na-escrita-academico.html
BORGES, William José; GOIS, Pedro Henrique; TATTO, Luiz. Storytelling e estratégia: a cognição como forma de integração. http://www.praticadapesquisa.com.br/2013/08/storytelling-e-estrategia-cognicao-como.html
BRITO, Ronnie Fagundes de; VANZIN, Tarcisio; ULBRICHT, Vânia. Reflexões sobre o conceito de criatividade: sua relação com a biologia do conhecer. http://www.praticadapesquisa.com.br/2013/02/reflexoes-sobre-o-conceito-de.html

19 de dezembro de 2014

Seleção de artigos indicados – Prática da Pesquisa - Vol. III

Esta é a terceira seleção, em ordem alfabética (por autor) dos artigos e textos indicados no blog Prática da Pesquisa, durante o ano de 2012.
ARAGÃO, Elisabeth Maria; BARROS, Maria Elisabeth Barros de; OLIVEIRA, Sonia Pinto de. Falando de metodologia de pesquisa.
BELEI, Renata Aparecida Belei; GIMENIZ-PASCHOAL, Sandra Regina; NASCIMENTO, Edinalva Neves; MATSUMOTO, Patrícia Helena Vivan Ribeiro. O uso de entrevista, observação e videogravação em pesquisa qualitativa.
CORTES, Gerenice Ribeiro de Oliveira. Dialogismo e alteridade no discurso científico.
FERREIRA, Aline de Alessio; NEUBHAHER, Berenice; REIS, Elizabeth; GOMES, Marcos da Silva.  Avaliação de periódicos científicos on-line na área do direito.
LAROCCA, Priscila; ROSSO, Ademir José; SOUZA, Audrey Pietrobelli de. A formulação dos objetivos de pesquisa na pós-graduação em Educação: uma discussão necessária.
ROCHA-TRINDADE, Maria Beatriz. Mediatização do discurso científico.
RODRIGUES, Mara Eliane Fonseca; LIMA, Márcia H.T. de Figueiredo; GARCIA, Márcia Japor de Oliveira. A normalização no contexto da comunicação científica.
SANTOS, Raimundo Nonato Macedo dos. Produção científica: por que medir? o que medir?
SILVA, Vanessa Souza da. Ciência moderna: quem vai pagar a conta.
TUNES, Elizabeth; MELO, Joana Silveira de; MENEZES, Deise Matos. A atividade de formular problema de pesquisa.
VILAÇA, Márcio Luiz Corrêa.  Pesquisa e ensino: considerações e reflexões.

15 de outubro de 2014

Seleção de artigos indicados – Prática da Pesquisa - Vol. II

Para os amigos interessados em leituras sobre produção científica e questões epistemológicas em geral, segue a segunda seleção, em ordem alfabética (por autor) dos artigos e textos indicados no blog Prática da Pesquisa, durante o ano de 2011.
AMORETTI, Maria Suzana Marc; TAROUCO, Liane Margarida Rockenbach. Mapas conceituais: modelagem colaborativa do conhecimento.
ANDRADE, Adriano Dias de. A metáfora no discurso das ciências
BACCEGA, Maria Aparecida. Conhecimento, informação e tecnologia.   
BERTHOLINO, Maria Luzia Fernandes; SILVA, Vera Lucia Braga da. Normas técnicas de informação e documentação: ABNT versus Vancouver
CARDOSO, João Augusto. Direitos autorais no trabalho acadêmico
CUNHA, Gladis Franck da. Cérebro, Genes, Linguagem e Inteligência
MARQUES, Luciana Moraes Barcelos. Metáforas: subjetividade em discurso científico
SÁ-SILVA, Jackson Ronie; ALMEIDA, Cristóvão Domingos de; GUINDANI, Joel Felipe. Pesquisa documental: pistas teóricas e metodológicas
SILVA, Givanildo. TCC sem Stress

1 de agosto de 2014

Seleção de artigos indicados – Prática da Pesquisa - Vol. I

Para os amigos interessados em leituras sobre produção científica e questões epistemológicas em geral, eis a primeira seleção, em ordem alfabética (por autor) dos artigos e textos indicados no blog Prática da Pesquisa, durante o ano de 2010.
BARBOSA, Denis Borges. O orientador de tese é co-autor?
CHAGAS, Anivaldo Tadeu Roston. O questionário na pesquisa científica.
FREITAS, Henrique; OLIVEIRA, Mírian; SACCOL, Amarolinda Zanela; MOSCAROLA, Jean. O método de pesquisa survey.
LEITE FILHO, Geraldo Alemandro; MARTINS, Gilberto de Andrade. Relação orientador-orientando e suas influências na elaboração de teses e dissertações.
MOREIRA, Walter. Linguagem e ontologia.
ROMANCINI, Richard. A praga do plágio acadêmico.

18 de julho de 2014

Expulsa por plágio, aluna de medicina obtém liminar na justiça para retornar à universidade

"A juíza Raquel Rocha Lemos, de Goiânia, concedeu liminar determinando a matrícula imediata de B.J.C.S. no curso de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás). A aluna foi expulsa no 5º ano do curso sob alegação de que houve plágio no desenvolvimento de pesquisa do Trabalho de Conclusão de Curso.
A universitária estava frequentando a faculdade regularmente quando foi informada do Ato Próprio Disciplinar nº001/2013-GR, documento assinado pela reitoria da PUC, que determinou seu desligamento do quadro discente. Segundo ela, o ato foi arbitrário, uma vez que não teve oportunidade de se defender.
Para justificar a expulsão da estudante, a PUC relatou que várias provas constantes no processo administrativo demonstram que ela teria contratado uma terceira pessoa para realizar a atividade acadêmica em seu nome. A instituição sustentou, ainda, que seu Regimento Geral prevê a possibilidade de seus alunos recorrerem administrativamente de suas decisões e, eventualmente, conseguirem suspendê-las o que, no entanto, não foi alcançado por B.J.C.S porque ela sequer recorreu administrativamente."

10 de julho de 2014

Diga-me o que citas que te direi a “qualidade” do texto

Quando tenho a oportunidade de ler algum trabalho de pesquisa, seja de iniciação científica, trabalho de conclusão de curso ou artigo científico, busco avaliar a qualidade das fontes empregadas. Pretendo neste post explicar o que entendo por “qualidade”. Primeiro, é importante lembrar que não há um padrão ou critério único para determinar a consistência das citações em relação a um texto. Avaliar a qualidade implica em sopesar vários aspectos das fontes a fim de pressupor a credibilidade do conteúdo.
Imagine que você esteja diante de uma monografia que trata da evolução das tradições germânicas em Santa Catarina. Considere também que na lista das vinte fontes citadas e devidamente referenciadas neste trabalho, encontram-se os autores “A” e “B”. No caso, estas duas fontes são textos publicados na Internet.
Muito bem. Vamos então observar com mais atenção o autor “A”. Ao consultar o endereço eletrônico indicado constata-se que o texto foi publicado em um blog pessoal e não apresenta rol de referências. Veja que estes dois fatores, por si, não conferem a mínima credibilidade ao conteúdo. Todos sabem que, na Internet, facilmente qualquer pessoa pode publicar qualquer coisa: informações inconsistentes, imprecisas, inverídicas ou até mesmo textos de autoria alheia (plágio). Mas vamos adiante para verificar “quem é” o autor “A”. Por meio da plataforma Lattes constata-se que “A” é Doutor e leciona a disciplina “História da Cultura Germânica no Brasil” em cursos de graduação e pós-graduação. Ele também é autor de diversos artigos científicos sobre o tema “tradições germânicas”, publicados em revistas nacionais e internacionais de estrato “A1 e A2” no Qualis Capes. Note que este cenário (título de doutor + estudos especializados publicados em revistas científicas) projeta uma forte presunção de credibilidade para o texto, mesmo publicado em um site pessoal.
Vejamos o caso autor “B”. Em consulta ao endereço eletrônico constata-se que o texto é uma tese de doutorado publicada em 2012. O Lattes demonstra que “B” é autor de diversos artigos. Ótima fonte correto? Não, errado! Acontece que “B” é doutor em física quântica e a maior parte de seus estudos é sobre este assunto. No currículo percebe-se que “B” é um alemão naturalizado brasileiro, mora em Blumenau e publicou dois pequenos ensaios em jornais de circulação local sobre “tradições germânicas”. Na tese dele há uma passagem histórica sobre este assunto em uma “longa epígrafe”, nada que substancialmente tenha relação com o assunto central do trabalho.
Portanto, em relação às fontes obtidas na Internet, quero dizer que é preciso realmente “pesquisar”, não apenas render-se as primeiras ocorrências que surgem na plataforma de busca do Google. Assim, para considerar a qualidade das fontes é necessário adotar critérios que possam pressupor a adequação e a credibilidade das fontes em relação ao trabalho produzido.
Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

10 de dezembro de 2013

A citação na escrita acadêmico-científica de estudantes universitários: da paráfrase ao plágio

Tipo:
Artigo publicado em revista científica

Título:
A citação na escrita acadêmico-científica de estudantes universitários: da paráfrase ao plágio

Autor:
BESSA, José Cezinaldo Rocha; BERNARDINO, Rosângela Alves dos Santos; NASCIMENTO, Ilderlândio Assis de Andrade.

8 de junho de 2013

O recurso do plágio em trabalhos acadêmico-científicos: um tema em questão.

Tipo:
Artigo publicado em revista científica

Título:
A imagem: interpretação e comunicação

Autor:
GONSALVES, Heloísa Helena Leal; NOLDIN, Pedro Henrique Piazza; GONÇALVES, Claudio Cesar.

5 de junho de 2013

[Charge] Plágio na Páscoa?


25 de março de 2013

"Plágio - Não CTRL + C essa ideia"


Vídeo produzido pela UNISINOS

24 de outubro de 2012

Abordagem do plágio nas três melhores universidades de cada um dos cinco continentes e do Brasil

Tipo:
Artigo publicado em revista científica

Título:
Abordagem do plágio nas três melhores universidades de cada um dos cinco continentes e do Brasil

Autor:
KROKOSCZ, Marcelo

10 de agosto de 2012

[Livro] Autoria e plágio

Título:
Autoria e plágio: um guia para estudantes, professores, pesquisadores e editores

Autor:
Marcelo Krokoscz

Editora:
Atlas

Edição:
1ª edição (2012)

ISBN:
978-85-22467839

16 de abril de 2012