Prêmio CDPP 2018 de monografias sobre Políticas Públicas

Estão abertas as inscrições para o prêmio CDPP 2018 . O Prêmio tem a finalidade estimular a pesquisa na área de políticas públicas reconhecendo monografias de qualidade técnica e de aplicabilidade à resolução de problemas nacionais sobre o tema "como melhorar a distribuição de renda no Brasil?". Podem concorrer monografias individuais ou produzidas em grupos de até três autores, detentores de diploma de curso superior em qualquer área de formação acadêmica.

Premiação:
- R$ 25.000,00 (Vinte e cinco mil Reais) 1º colocado
- R$ 15.000,00 (Quinze mil Reais) 2º colocado
- Certificados e publicação das monografias dos dois primeiros colocados

Inscrições:
Até 28 de fevereiro de 2018.

Informações:
http://cdpp.org.br/site/pt/premio2018/

16 de fevereiro de 2018

[Artigo] Skinner e Feyerabend sobre o método e o papel da ciência em uma sociedade livre

Tipo:
Artigo publicado em revista científica
Temas em Psicologia
ISSN 1413-389X
(Consulte Qualis aqui)
Título:
Skinner e Feyerabend sobre o método e o papel da ciência em uma sociedade livre
Autor:
César Antonio Alves da Rocha (Lattes)
Resumo: 
"Da obra de B. F. Skinner fazem parte preocupações de ordem epistemológica, encerrando discussões sobre metodologia e critérios de verdade, e outras de ordem política e social, concernentes à relação entre ciência e sociedade. De um discurso, em alguns aspectos, coincidentes com uma forma de positivismo, Skinner passou a crítico de tendências puramente formalistas sobre o método científico, e de uma defesa do gerenciamento da sociedade por especialistas, passou a uma crítica à centralização do poder e à proposta de uma forma de organização baseada no controle face-a-face. Tratando de temas semelhantes, Paul Feyerabend desconstruiu a ideia de um método científico universal, denunciou um caráter potencialmente opressor da ciência, reclamando que o conhecimento científico não deveria ter inerente predileção sobre outras formas de conhecimento para o acesso às instituições de poder. Considerando a relevância da obra de ambos os autores para debates suscitados no âmbito da história e da fi losofia das ciências, este trabalho objetiva apresentar e discutir aspectos do comportamentalismo radical, de Skinner, e do anarquismo epistemológico, de Feyerabend, que tratam de temas comuns. Conclui-se que, apesar de diferenças salientes, as duas perspectivas contêm algumas proposições convergentes e virtualmente complementares, cuja interlocução poderia ser útil a seus objetivos de busca por uma sociedade livre."
Palavras-chave: 
Filosofia da ciência. B. F. Skinner. Paul Feyerabend. Comportamentalismo radical. Anarquismo epistemológico.
Link para o texto completo:
http://dx.doi.org/10.9788/TP2017.3-02Pt
Referência:
ROCHA, César Antonio Alves da. Skinner e Feyerabend sobre o método e o papel da ciência em uma sociedade livre. Temas em Psicologia, Ribeirão Preto, v. 25, n. 3, p. 913-926, set. 2017. Disponível em:  <http://lattes.cnpq.br/9158317976738950>. Acesso em: 12 fev. 2018. 

12 de fevereiro de 2018

[Livro] Uma história social do conhecimento II: da Enciclopédia a Wikipédia

Título:
Uma história social do conhecimento II: da Enciclopédia a Wikipédia

Autor:
Peter Burke

Editora:
Zahar

Edição:
2012

ISBN:
9788537808757

Sinopse:
"Contribuição preciosa à historia sociocultural da humanidade, Uma história social do conhecimento é o registro de décadas de pesquisa de Peter Burke sobre os caminhos que os homens trilharam até chegar ao atual estágio de conhecimento coletivo. Com clareza, poder de síntese e riqueza de informações, o autor conclui nesse segundo volume o mapeamento de tal percurso - da publicação da Enciclopédia de Diderot à Wikipédia. Com o foco sempre em grupos, instituições, práticas coletivas e tendências gerais (e não indivíduos), Burke completa seu amplo painel da trajetória dos conhecimentos humanos, reunindo e comentando contribuições de uma vasta gama de autores. O livro é dividido em três partes. A primeira mostra que atividades aparentemente atemporais — coletar conhecimento, analisá-lo, disseminá-lo e utilizá-lo — na verdade assumem diferentes formas em diferentes períodos e lugares. A segunda parte opõe-se à tendência de se escrever uma história triunfalista da aquisição e acumulação de conhecimento. Burke discute o preço do progresso, perdas de conhecimento e prejuízos decorrentes da opção pela especialização em vez do saber geral. A terceira parte oferece panoramas a partir das três dimensões essenciais de qualquer exame das atividades humanas coletivas: a geográfica, a social e a cronológica. Compara a experiência de centros e periferias e demonstra que cada uma das principais tendências do período estudado — profissionalização, secularização, nacionalização, democratização etc. — coexistiu e interagiu com a tendência oposta. Como sempre, Peter Burke apresenta espantosa erudição numa prosa de clareza e acessibilidade exemplares. Leitura essencial em todos os campos das humanidades e das ciências sociais."

Mais informações:
http://www.zahar.com.br
Referência:
BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento II: da Enciclopédia a Wikipédia. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.

26 de dezembro de 2017

[Humor] Academia do Noel #3: Monografias Natalinas


Palavras-chave: Monografia. TCC. Natal. Soldadinho. Presente. Biscoito. Desigualdades. Guerra e Paz. Simulacro. Hiperconsumismo. Baudrillard. Lipovetsky. Direito à Informação. Produtos Artesanais.

Veja também:
Academia do Noel #2
Academia do Noel #1

18 de dezembro de 2017

O poder da palavra: linguagem e produção de sentido

Para além do papel estritamente funcional, a linguagem é “viva” e nós, como seres culturais, somos parte dela. Seu caráter dinâmico emerge do fluxo das relações humanas. Quando se diz que uma determinada palavra “carrega um significado” é preciso cuidado para não reduzir esta afirmação a uma noção substancialista. Dito de outra forma, o sentido não é algo irremediavelmente “colado” nas palavras. O sentido é sempre produto de um ambiente comunicativo, um entre muitos construtos decorrentes das relações interpessoais. Assim o “poder da palavra” não está no código como representação estática, mas reside nas condições em que ele é empregado em uma dada coletividade.
Por meio das palavras é possível atribuir nomes e qualidades aos objetos materiais e também as ideias. Seu uso sempre comporta adaptações que transformam e produzem novos sentidos. Metáforas são assim. Na frase “a ética está no ‘DNA’ da empresa”, observa-se a tentativa de imprimir à ética a qualidade de fator constitutivo da organização. Ela é referida como elemento "essencial" da empresa e, neste sentido, pretensamente inafastável. Importada da biologia, a expressão “DNA” introduz ao discurso uma semântica determinista. Na biologia, o Ácido Desoxirribonucleico refere o código instrucional que “determina” a constituição biológica de seres vivos.
Assim, também a palavra “natureza”, entre outras expressões da biologia e, mais recentemente, da neurociência, são empregadas com o objetivo de conferir solidez e irrefutabilidade aos mais diversos discursos. Neste mesmo sentido, narrativas acadêmicas frequentemente introduzem categorias estranhas a campos conceituais distintos como recurso argumentativo. Zygmunt Bauman fez isto ao desenvolver o conceito de “modernidade líquida”. Esta invasão, ou transposição semântica por assim dizer, produz efeitos transformadores sobre o pensamento cujas consequências, embora não sejam totalmente previsíveis, são profundamente marcantes.
Contrária as concepções mais conservadoras da língua, a produção contemporânea de neologismos e ressignificações a partir de figuras de linguagem conferem certo tônus inovador aos discursos e, por via de consequência, apontam tendenciosamente para pressupostas legitimidades.
O “nome da rosa” não cheira, a palavra “faca” não corta, mas os significados, valores e sentidos compartilhados no mundo são produtos simbólicos constituídos a partir da linguagem.

Prof. Alejandro Knaesel Arrabal
Imagem: www.pixabay.com

4 de dezembro de 2017

Portal Sci-Hub é condenado por violação de direitos autorais

American Chemical Society (ACS), sociedade científica sem fins lucrativos e editora acadêmica, venceu um processo contra Sci-Hub, um site de inspiração ativista voltado ao compartilhamento de artigos científicos criado em 2011 por Alexandra Elbakyan.

Confira a matéria completa neste link: https://www.the-scientist.com

18 de novembro de 2017