[Livro] Produção textual na universidade

Título:
Produção textual na universidade

Autoras:
Désirée Motta-Roth (Lattes)
Graciela Rabuske Hendges (Lattes)

Editora:
Parábola

Edição:
2010

ISBN:
9788579340253

Sinopse:
"No sistema universitário brasileiro, a política de financiamento de bolsas de iniciação científica, de bolsas de pós-graduação e de projetos de pesquisa se baseia no conhecido ditado 'Publique ou desapareça!' das universidades americanas. Essa pressão para escrever e publicar tem levado alunos, professores e pesquisadores universitários a um esforço concentrado na elaboração de textos de qualidade na forma de artigos para periódicos acadêmicos e livros para editoras como meio de assegurar espaço profissional. Desse modo, na cultura acadêmica, a produtividade intelectual é medida pela produtividade na publicação. Esse livro, portanto, tem por objetivo trazer informações sobre a prática acadêmica de publicação, enfocando os gêneros discursivos mais comumente adotados no contexto universitário. Muitos títulos sugestivos como 'Redação técnica', 'Como escrever textos' ou 'Como fazer uma monografia' são publicados no Brasil. No entanto, a abordagem de Produção textual na universidade tende a se concentrar não apenas na forma dos textos, mas também no seu conteúdo e na retórica (nos efeitos que se pretende causar no leitor). Esse livro adota a abordagem sociointeracionista do letramento científico e se concentra no desenvolvimento de competências escritas do aluno para interagir com o mundo na posição de escritor e leitor de textos científicos. Sua pedagogia está focada no uso da linguagem para determinada 'ação acadêmica' de avaliar, relatar ou descrever informações e dados gerados em pesquisa, para influenciar o leitor e, consequentemente, a prática acadê­mica subsequente de pesquisa e de publicação em nível científico-acadêmico."

Mais informações:
http://www.parabolaeditorial.com.br

23 de abril de 2014

Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional 2014

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional. O prêmio é uma iniciativa do Ministério da Integração Nacional, que tem por objetivo promover a reflexão e o debate sobre o estágio atual da questão regional brasileira e divulgar a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). A edição deste ano tem como homenageado o economista Armando Dias Mendes. Na categoria produção do conhecimento acadêmico, podem concorrer teses de Doutorado e dissertações de Mestrado já aprovadas, que abordem temas para o aprofundamento do conhecimento da questão regional brasileira ou para a implementação de ações comprometidas com a redução das desigualdades regionais.
Premiação:
1º lugar: Diploma de Reconhecimento de Mérito na categoria em que concorreu e a premiação em valores:
i) Para Tese de Doutorado: R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais);
ii) Para Dissertação de Mestrado: R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais).

2º lugar: Diploma de Reconhecimento de Mérito na categoria em que concorreu e a premiação em valores:
i) Para Tese de Doutorado: R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais);
ii) Para Dissertação de Mestrado: R$ 13.000,00 (treze mil reais).
Inscrições:
Até 30 de junho de 2014

21 de abril de 2014

[Livro] Ciência e jornalismo: da herança positivista ao diálogo dos afetos

Título:
Ciência e jornalismo: da herança positivista ao diálogo dos afetos

Autoras:
MEDINA, Cremilda (Lattes)

Editora:
Summus

Edição:
2008

ISBN:
9788532305251

Sinopse:
"As marcas do paradigma positivista estão presentes no trabalho do cientista e do jornalista. Mas as competências técnicas de ambos passaram por crises nos respectivos paradigmas, provocadas por mudanças de visão de mundo que eclodiram no século XX. As certezas e princípios que determinavam relações verticais e unidirecionais sofreram abalos profundos nos contextos democráticos e no crescente acesso aos meios de comunicação social. Para melhor perceber a impregnação da herança do século XIX, Cremilda Medina recorre a algumas das principais fontes – Auguste Comte, por exemplo – e mostra, com base nelas, que as práticas profissionais e as metodologias científicas ainda enfrentam os impasses desse legado. A linguagem dialógica que a autora pesquisa há mais de quatro décadas articula, em seu 13º livro, reflexão teórica com prática narrativa. O pensamento da autora invoca, na essência, outra maneira de estar no mundo em oposição à técnica tradicional da entrevista ou da observação dos fenômenos contemporâneos. O leitor, por sua vez, é convidado a partilhar a construção do texto: a todo momento temas envolventes vêm à tona, salientando o laço democrático entre ciência, sociedade e comunicação social."

Mais informações:
http://www.gruposummus.com.br/detalhes_livro.php?produto_id=1132

18 de abril de 2014

Feliz Páscoa


17 de abril de 2014

O segredo do Hambúrguer de Siri e a objetificação do Conhecimento

Você já ouviu falar no Bob Esponja Calça Quadrada? Trata-se do protagonista da série de desenho animado homônima criada pelo biólogo marinho e animador norte-americano Stephen Hillenburg. Ao assistir alguns episódios pode-se perceber como seus personagens apresentam traços marcantes dos vícios e paradoxos da pós-modernidade.
Sirigueijo é o ícone do individualismo e da avareza. Proprietário da lanchonete Siri Cascudo, Sirigueijo oferece como principal e extraordinário produto o Hambúrguer de Siri, iguaria cuja fórmula é mantida em absoluto segredo.
Plâncton, pequena criatura que se intitula inimigo de Sirigueijo, é casado com um computador do qual é intelectualmente dependente (embora sua arrogância e narcisismo não lhe permitam perceber isto). Obcecado pelo poder, acredita que pode conquistá-lo roubando a fórmula secreta do hambúrguer de Siri.
Bob Esponja trabalha no Siri Cascudo e, aos olhos do patrão Sirigueijo, é um funcionário exemplar por seu compromisso e obsessão pelo trabalho. Seu principal lema é “Estou Pronto!". Junto com sua “amiga Spats”, uma espátula de cozinheiro, Bob Esponja é responsável pelo sigilo da fórmula e pela produção do extraordinário hambúrguer.
Inúmeros episódios da série revelam certa ironia em relação ao “segredo” do Hambúrguer de Siri. Afinal, o que pode existir de secreto em um hambúrguer? O “segredo da fórmula” realmente é a chave do sucesso financeiro do Sr. Sirigueijo?
Não posso afirmar que a pretensão do autor (ou da equipe de criação), ainda que subliminarmente, seja propor uma mensagem filosófico-crítica, mesmo porque é possível conjecturar que o Hamburguer de Siri resulta de uma paródia que mescla dois ícones da globalização econômica: a Coca Cola e o McDonald's.
Mas o que parece evidente é que a trama se desenrola a partir de uma premissa que há muito tempo ouso desconstruir: a perspectiva preponderante do conhecimento objetificado. Os três personagens, Sirigueijo, Plâncton e Bob Esponja (especialmente os dois primeiros) reconhecem a “fórmula” (o conhecimento técnico para produzir o hambúrguer) como uma coisa, um objeto passível de apropriação individual. Ocorre que o predomínio desta visão nos distancia muito da percepção de conhecimento como processo, como fruto que subjaz das relações humanas, da comunicação e da linguagem.
Autores sistêmicos como Fritjof Capra explicam que, no século XXI, o pensamento Cartesiano pautado na especialização, na existência de verdades universais e na objetificação do saber será substituído pela visão dinâmica e contextual do Conhecimento. A partir do novo paradigma, o conhecimento é fluido e só existe em uma dinâmica relacional em rede.
Nesta perspectiva, não há segredo que se mostre apto a projetar o sucesso. Todo o conhecimento, a racionalidade e a criatividade que afloram da experiência humana não resultam apenas ou preponderantemente de habilidades psicomotoras individuais. Conhecimento não é “coisa” criada ou aprisionada na mente de “um”, ou algo que efetivamente possa ser “protegida” em um cofre. Não somos privados do conhecimento quando alguém “esconde” uma fórmula, mas quando nos distanciados da experiência comunicativa e da linguagem.
Em um mundo evidentemente materialista que insiste em enaltecer absurdamente o individualismo, a propriedade privada e o dinheiro como ideais de sucesso, é difícil que a maioria das pessoas se de conta da importância das relações humanas para o seu crescimento pessoal. É difícil despertar para valores que não podem ser precificados. Contudo, ainda assim acredito que vale a pena ter esperança. Acredito que a humanidade tem condições de virar o jogo, ainda que, por enquanto, o placar esteja dois a um para o adversário aos quarenta e dois minutos do segundo tempo.
Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

16 de abril de 2014

[Charge] Surpresa


15 de abril de 2014