Prêmio de Pesquisa Memórias Reveladas 2014

"O Prêmio de Pesquisa Memórias Reveladas é um concurso de monografias com base em fontes documentais referentes ao período do regime militar no Brasil (1964-1985), de periodicidade bienal, instituído pela Portaria nº 95, de 19 de novembro de 2009, e alterado pela Portaria 072/2012, ambas do Diretor-Geral do Arquivo Nacional. Qualquer pessoa pode participar, individualmente ou em grupo, até o limite de 1 (uma) monografia por candidato."

Premiação:
Os 3 (três) trabalhos classificados receberão como prêmio a editoração e  publicação, em formato de livro, conforme estabelecido no edital.

Inscrições:
Até 27 de fevereiro de 2015.

Informações:
http://www.memoriasreveladas.gov.br/

30 de julho de 2014

Casos, Jurisprudência e monografias: as possibilidades do estudo de caso nas monografias em direito

Tipo:
Artigo publicado em revista científica
Universitas/Jus
ISSN 1519-9045
(Consulte Qualis aqui)

Título:
Casos, Jurisprudência e monografias: as possibilidades do estudo de caso nas monografias em direito

Autores:
ABREU, Luiz Eduardo (Lattes)

Resumo:
"O presente artigo vai examinar o uso dos estudos de caso dentro das monografias de fim de curso. O argumento principal é que a monografia como estudo de caso tem de dialogar com a formação jurídica tradicional e as habilidades que ela pretende desenvolver, por um lado, e a prática profissional no campo do direito entendida como uma forma de vida, por outro. A questão é, então, saber qual é o uso que o estudo de caso poderia ter dentro deste contexto. A ideia é que um modelo de monografia baseado no estudo de caso tem de fazer sentido para o futuro operador do direito. O texto defende que o estudo da Jurisprudência, seja de um caso, seja de um conjunto de casos semelhantes, pode ser uma alternativa interessante dentro do contexto atual. Contudo, para mudar de um modelo para o outro, é preciso também modificar profundamente a maneira como os alunos são orientados."

Palavras-chave:
Direito. Jurisprudência. TCC. Estudo de caso.

Link para o texto completo:
http://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/index.php/jus/article/download/2421/2057

Referência:
ABREU, Luiz Eduardo. Casos, Jurisprudência e monografias: as possibilidades do estudo de caso nas monografias em direito. Universitas/JUS, v. 24, n. 2, p. 23-32, 2013. Disponível em: <http://www.publicacoesacademicas.uniceub.br/index.php/jus/article/view/2421/2057>. Acesso em: 29 jul. 2014.

29 de julho de 2014

Escrever para Pensar

Há momentos na vida em que o inesperado nos proporciona gratas surpresas. Para mim, encontrar o livro “Escrever é Preciso” de Mario Osorio Marques (1) foi uma delas. Leitura muito agradável e convidativa. Na primeira passagem do texto, o autor afirma que é necessário escrever para pensar. Concordo com ele. Afinal, a filosofia contemporânea explica que o pensamento depende da linguagem, muito mais do que dizem por aí.
A noção tradicional do pensamento como algo etéreo e a linguagem como mero instrumento de transmissão foi uma construção da modernidade. Este pressuposto é a herança de um período histórico que atribuiu à razão humana o poder de explicar e transformar o mundo, quando a mente foi qualificada como “[...] o lugar onde reside o pensamento. O lugar onde está a alma, o que faz ser o que somos” (2).
Contudo, no campo da filosofia, esta noção foi gradualmente questionada num processo histórico conhecido como giro linguístico. O giro foi, por assim dizer, uma sucessão de reflexões e críticas teórico-filosóficas que evidenciaram o papel constitutivo da linguagem, em radical oposição a perspectiva descritivo-instrumentalista (3). É a partir deste referencial que se pode entender o pensamento, não mais como o produto exclusivo da mente de um sujeito, mas como resultado da linguagem em ação.
Marques nos explica que “fomos ‘alfabetizados’, em obediência a certos rituais. Fomos induzidos a, desde o início, escrever bonito e certo. [...] Isto estragava, porque bitolava, o começo e todo o resto. [...] necessitamos nos reeducar para fazer do escrever um ato inaugural: não apenas transcrição do que tínhamos em mente, do que já foi pensado ou dito, mas inauguração do próprio pensar” (4).
Para inaugurar a escrita (ou melhor, o próprio pensamento) Marques convida a conversar com interlocutores invisíveis, mas sempre presentes (5), algo como conversar com os próprios botões, por meio da escrita. Mas, conversar consigo mesmo é também conversar com os outros de maneira atemporal. O pensamento enquanto atividade não se opera (fenomenologicamente) de modo isolado (na mente). Pode parecer estranho, mas, em outras palavras, nossos pensamentos não são “nossos”, no sentido de algo que emana de nós, independente da linguagem. Quando estamos sozinhos (pensando, refletindo) bricolamos com a carga de signos e significados que nos constitui histórica e existencialmente em sociedade. “A existência humana, o que para os seres humanos representa a experiência da existência, é realizada pela linguagem. A linguagem representa para os seres humanos, no dizer de Nietzsche, uma prisão da qual não se pode escapar; e, no dizer de Heidegger, a morada do seu ser. Os seres humanos habitam na linguagem.” (6) Portanto, pensamento e texto estão reciprocamente imbricados de modo que não apenas pensamos para escrever, mas, principalmente, talvez devamos escrever para pensar.
Prof. Alejandro Knaesel Arrabal
REFERÊNCIAS
(1) MARQUES, Mario Osorio. Escrever é preciso: o princípio da pesquisa. 4. ed. Ijuí: Editora Unijuí, 2003.
(2) ECHEVERRÍA, Rafael. Ontología del Lenguaje. 6. ed. Chile: J. C. Sáez, 2003, p. 15.
(3) Para saber mais sobre o Giro Linguístico, recomendo a leitura de GRACIA, Tomáz Ibanez. O “giro linguístico”. In: IÑIGUEZ, Lupicinio. Manual de análise do discurso em ciências sociais. Petrópolis: Vozes, 2004, p. 19-49.
(4) MARQUES, 2003, p. 13.
(5) MARQUES, 2003, p. 13-14.
(6) ECHEVERRÍA, 2003, p. 21.

28 de julho de 2014

[Livro] Pesquisa jurídica na complexidade e transdisciplinaridade

Título:
Pesquisa jurídica na complexidade e transdisciplinaridade: temas transversais - interfaces - glossário

Autora:
Maria Francisca Carneiro (Lattes)

Editora:
Juruá

Edição:
3ª Edição (2013)

ISBN:
978853624120-3

Sinopse:
"A evolução do conhecimento jurídico tem ensejado, cada vez mais, pesquisas interdisciplinares e, por conseguinte, complexas. A transdiciplinaridade e a complexidade na pesquisa jurídica, mais que uma consequência das transformações da sociedade e da ciência, significam alteração do método. O enfoque transdisciplinar e o pensamento complexo implicam um talhe renovado das temáticas, então chamadas "transversais", em eixos reestruturados do conhecimento. Existem características metodológicas da pesquisa transdisciplinar, como também do pensamento que se desenvolve no ambiente da complexidade. É preciso verificar como isso ocorre na pesquisa jurídica. Assim, o pesquisador do Direito, ao experimentar esses novos modos de reflexão, deve examinar cuidadosamente os resultados do seu trabalho, verificando se tais características estão presentes ou não. Além disso, é preciso saber lidar com as interfaces e com a transversalidade dos conceitos, para que seja possível fazer a transdiciplina no ambiente jurídico complexo. Este livro visa fornecer as ferramentas necessárias para que o pesquisador possa adequar o método, de modo a não desfigurar a pesquisa jurídica transdisciplinar e complexa, pois ela difere da pesquisa linear tradicionalmente concebida. A partir da complexidade e da transdisciplinaridade, pode-se ainda gerar novas políticas educacionais para o Direito e para os saberes em geral."

Mais informações:
http://www.jurua.com.br

26 de julho de 2014

[Paródia] Alienígenas do passado?

Paródia baseada em Giorgio A. Tsoukalos, apresentador do programa "Alienígenas do Passado" exibido no History Channel

25 de julho de 2014

Platão e Nietzsche: verdade e metáfora na linguagem

Tipo:
Artigo publicado em revista científica
Encontros de Vista
ISSN 1983-828X
(Consulte Qualis aqui)

Título:
Platão e Nietzsche: verdade e metáfora na linguagem

Autores:
FERRARI NETO, José (Lattes)

Resumo:
"A questão da possibilidade de conhecimento verdadeiro sobre a realidade através da linguagem é considerada a partir da análise do problema da figuratividade da linguagem e das condições de um estudo científico dos sentidos literais e não-literais. Discute-se o tratamento dado à questão da metáfora e de suas implicações para a construção de uma teoria geral do significado e para a elaboração de uma teoria epistemológica sobre a realidade objetiva, tanto do ponto de vista de teorias semânticas e linguísticas quanto da perspectiva da Filosofia. Cotejam-se as propostas filosóficas de Platão e Nietzsche nesse campo, com vistas a uma delineação geral dessa problemática, amparadas por contribuições advindas da Psicologia, da Linguística e da Semântica. O objetivo é ilustrar o quanto se está distante de uma solução definitiva para a questão."

Palavras-chave:
Linguagem. Verdade. Metáfora. Conhecimento. Significação.

Link para o texto completo:
http://www.encontrosdevista.com.br/Artigos/PLATAO_E_NIETZSCHE_VERDADE_E_METAFORA_NA_LINGUAGEM.pdf

Referência:
FERRARI NETO, José. Platão e Nietzsche: verdade e metáfora na linguagem. Encontros de Vista, n. 3, p. 100-108, jan./jun. 2009. Disponível em: <http://www.encontrosdevista.com.br/Artigos/PLATAO_E_NIETZSCHE_VERDADE_E_METAFORA_NA_LINGUAGEM.pdf>. Acesso em: 23 jul. 2014.

24 de julho de 2014

[Charge] Academia


23 de julho de 2014