(Manual) TCC II Elaboração de projeto - Direito FGV

Tipo:
Caderno de apoio (Manual)

Título:
TCC II Elaboração de projeto

Instituição Responsável:
FGV - Fundação Getúlio Vargas - Direito

Introdução:
"A disciplina de metodologia do Trabalho de Conclusão de Curso tem por objetivo auxiliar o aluno no planejamento, organização e desenvolvimento do TCC. No aspecto de planejamento o foco está na elaboração do projeto de pesquisa que dará origem ao trabalho de conclusão de curso. [...] Este material didático serve de apoio para o curso, visando orientar o aluno na elaboração do seu projeto de pesquisa e no desenvolvimento e comunicação do trabalho final, resultado dessa pesquisa. O material está estruturado em três unidades: I. O projeto de pesquisa - elementos essenciais; II. Condução da pesquisa e comunicação dos resultados; III. Exemplos de projeto de pesquisa."

Link para o texto completo:
http://www.direitorio.fgv.br/sites/direitorio.fgv.br/files/u100/tcc_ii_-_elaboracao_de_projeto_2015-1_2.pdf

Referência:
OLIVEIRA, Luci. TCC II Elaboração de projeto. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2015. Disponível em: <http://www.direitorio.fgv.br/sites/direitorio.fgv.br/files/u100/tcc_ii_-_elaboracao_de_projeto_2015-1_2.pdf>. Acesso em: 2 jun. 2015.

2 de julho de 2015

Existem temas de pesquisa inadequados para a graduação?

Há quem afirme que certos temas de pesquisa não podem ser tratados na graduação. Seja em razão do grau de complexidade ou do caráter inovador, eles estariam, por assim dizer, reservados à níveis mais elevados de produção acadêmica, leia-se: dissertação de mestrado ou tese de doutorado.
Creio que esta afirmação está ancorada em pressupostos que precisam ser repensados. Um deles é a ideia de que os temas de pesquisa são como produtos prontos, catalogados, etiquetados e divididos em diversos departamentos - uma espécie de megastore do conhecimento. Assim, neste mercado do saber há de tudo, mas cada produto (tema) está em um setor específico. Lá pode-se encontrar a seção dos temas fáceis, outra dos temas difíceis, outra dos específicos, outra da multidisciplinaridade, outra, outra e mais outra…
Ocorre que a segmentação do conhecimento (recorte, delimitação, etc.) não é algo que deva ser visto como pronto e acabado. Ela representa um aspecto do desafio à ser enfrentado por todos que pretendem vivenciar a pesquisa (da graduação à pós-graduação) pois, é claro, não se pode saber tudo de tudo. Neste sentido, pesquisar não é apenas desvendar, mas, ao mesmo tempo, construir e modelar. O que resulta deste processo é sempre algo provisório. Nem mesmo as ciências empíricas podem fugir da dimensão criativa e contingente que permeia o pensamento.
Classificar e segmentar são aspectos que fazem parte de um jogo simbólico, lógico e criativo - refiro-me do saber enquanto processo - mas de forma alguma devem ser tomadas como atributos indeléveis do saber tido como produto. Prega-se (equivocadamente) que verdade e certeza são valores absolutos. Em nome destes valores, muitos encaram os diversos saberes como unidades monolíticas. Assim, replica-se insistentemente a ideia do conhecimento como algo departamentalizado e hierarquizado. Basta observar os manuais de metodologia. Mesmo em edições mais recentes ainda se encontra o discurso propedêutico da “classificação do conhecimento” onde separa-se a razão da emoção e afirma-se que o saber científico é o único capaz revelar a verdade (quanta pretensão!). Nesta perspectiva, há saberes que “valem mais” do que outros. Eis a matriz da hierarquia do conhecimento que serve como base para aceitar que há pessoas que sabem mais do que outras, que existem estratos de conhecimento mais elevados do que outros. Creio que estas afirmações não passam de julgamentos exclusivamente quantitativos, superficiais, pífios e discriminatórios.
Embora o pensamento especificista e excludente ainda assombre a intelectualidade humana, o século XXI aponta para a necessidade de lidar com a diferença de saberes de forma plural, inclusiva e emancipadora. Portanto, não creio que existam temas reservados (próprios) para determinados níveis acadêmicos. A questão implica muito mais em avaliar as possibilidades e potencialidades de que dispõe o pesquisador em dado momento e lugar, do que partir para prejulgamentos sobre o que é ou não é “adequado” pesquisar na graduação.
Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

1 de julho de 2015

Diferença entre Definição e Conceito

Pode-se dizer que a diferença entre Definição e Conceito está na maneira como reconhecemos o sentido das coisas do mundo. Na filosofia, chamamos as coisas do mundo de “entes” e o sentido atribuído a estas coisas de “ser”. Considere o seguinte exemplo: qual é o “ser” do “ente” cujo nome é “caneta”? Em outras palavras, o que é uma caneta? Para responder a esta indagação podemos partir de dois pontos de vista diferentes: a “definição” e o “conceito”.
Para estabelecer uma definição do objeto “caneta”, parte-se do pressuposto que ele é constituído de uma substância com características únicas (uma “natureza”), a qual pode ser identificada e permite estabelecer a diferença entre o objeto “caneta” de todos os demais objetos do mundo. O objeto (ente) é, portanto, dotado de uma essência que, ao ser descoberta, possibilita: a) estabelecer sua diferenciação com outros entes do mundo; b) afirmar universalmente que todo o ente que contenha uma essência de caneta será, sem dúvida, uma caneta. Esta perspectiva é adotada pelo empirismo tradicional.
Por outro lado, ao estabelecer um conceito do objeto “caneta”, parte-se do pressuposto que ele não é dotado de uma essência. Seu “ser” não é determinado por atributos substanciais e universais, mas por sua relação com inúmeras variáveis de um dado ambiente (contexto) no qual ele está inserido (usos, costumes, possibilidades técnicas, etc.). O ser da caneta é constituído a partir de sua existência no mundo. A palavra "conceito" deriva do latim conceptus que significa “o que está contido, está dentro”. Nesta perspectiva, o sentido não decorre de fatores exclusivamente endógenos, mas da interdependência do "ente" em relação a um dado meio. Trata-se de um olhar contextual. Esta perspectiva é adotada pela fenomenologia, pelo existencialismo e pela teoria dos sistemas.

Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

30 de junho de 2015

[Vídeo] Michel Maffesoli: modernidade, ciência, consciência coletiva, caos

Em 2007 o projeto "Fronteiras do Pensamento" entrevistou o sociólogo francês Michel Maffesoli. Nesta série de seis vídeos Maffesoli aborda temas como arte, ciência, ordem, caos, sociedade em rede, entre outros. Vale a pena conferir ;)

A modernidade, a ordem e o caos
https://www.youtube.com/watch?v=HCTIh2i82TM
A força da recepção na interação
https://www.youtube.com/watch?v=su-fNqJG9n0
A arte e a ciência podem dialogar
https://www.youtube.com/watch?v=T4e6katanfg
Arte, gênio e consciência coletiva
https://www.youtube.com/watch?v=gxXwwRjwnPw

24 de junho de 2015

[Livro] Matrizes da linguagem e pensamento

Título:
Matrizes da linguagem e pensamento

Autora:
Maria Lucia Santaella Braga (Lattes)

Editora:
Iluminuras

Edição:
2013 (3. ed.)

ISBN:
8573211520

Sinopse:
"A mistura e combinação que nascem de três grandes matrizes de linguagem e pensamento: sonora, visual e verbal, é a origem da grande variedade de linguagens (literatura, música, teatro, desenho, pintura, gravura, escultura, arquitetura, etc.) e também da multiplicidade de mídias híbridas (foto, jornal, cinema, rádio, tv, vídeo, hipermídia etc.)"

Mais informações:
www.iluminuras.com.br
Referência:
BRAGA, Maria Lucia Santaella. Matrizes da linguagem e pensamento. 3. ed. São Paulo: Iluminuras, 2013.

23 de junho de 2015

[Artigo] Compreender é transgredir

Tipo:
Artigo publicado em revista científica
Revista FAMECOS
ISSN 1980-3729
(Consulte Qualis aqui)
Título:
Compreender é transgredir
Autora:
KNOBBE, Margarida Maria. (Lattes)
Resumo: 
"Desvendando pistas para uma arqueologia da compreensão, o artigo problematiza as interconexões entre comunicação e compreensão, a partir da assertiva de Edgar Morin de que a comunicação não garante a compreensão."
Palavras-chave:
Compreensão. Comunicação. Mundialização.
Referência:
KNOBBE, Margarida Maria. Compreender é transgredir. Revista FAMECOS, Porto Alegre, n. 34, p. 101-109, dez. 2007. Disponível em: <http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/view/3459/2721>. Acesso em: 21 jun. 2015.

22 de junho de 2015