[Artigo] O poder cognitivo da metáfora

Tipo:
Artigo publicado em revista científica
Revista Educação e Cultura Contemporânea
ISSN 2238-1279
(Consulte Qualis aqui)
Título:
O poder cognitivo da metáfora
Autores:
DUTRA, Luiz Henrique de Araújo (Lattes)
Resumo:
"Assim como os modelos científicos, as metáforas nos convidam a conhecer. Este artigo procura fazer uma aproximação entre modelos e metáforas, discutindo as ideias de alguns autores que também tratam desse assunto e que também argumentam em favor do poder cognitivo das metáforas. Essa visão da metáfora se opõe à concepção tradicional, segundo a qual uma metáfora possui apenas força expressiva, mas não cognitiva."
Palavras-chave:
Metáfora. Cognição. Discurso.
Referência:
DUTRA, Luiz Henrique de Araújo. O poder cognitivo da metáfora. Revista Educação e Cultura Contemporânea, v. 8, n. 17, p. 1-22, 2011. Disponível em: <http://periodicos.estacio.br/index.php/reeduc/article/view/173>. Acesso em: 28 set. 2014.

29 de setembro de 2014

O impacto da leitura para o cérebro

"Cientistas da Universidade Emory, nos Estados Unidos, descobriram que ler pode afetar nosso cérebro por dias, como se realmente tivéssemos vivenciado os eventos sobre o qual estamos lendo. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram os efeitos da leitura sobre redes cerebrais usando ressonância magnética funcional (fMRI). Até então, os estudos já feitos só focavam os efeitos imediatos da leitura, com voluntários lendo histórias curtas dentro do scanner. Desta vez, foram analisados os efeitos posteriores. Para isso, 21 estudantes da universidade participaram do experimento por 19 dias consecutivos. Todos eles tiveram de ler 'Pompeia', livro de 2003 escrito por Robert Harris e baseado na erupção real do Monte Vesúvio na Itália antiga.
Todas as manhãs, nos cinco primeiros dias, os voluntários tiveram seu cérebro analisado em estado de repouso pelo scanner de ressonância magnética. Depois disso, eles passaram a receber diariamente, por nove dias, uma parte do livro com cerca de 30 páginas cada, sempre para ler à noite. [...] Os pesquisadores descobriram que, nas manhãs seguintes às tarefas de leitura, o cérebro dos voluntários mostraram conectividade elevada no córtex temporal esquerdo, uma área associada à receptividade para a linguagem. 'Mesmo que os participantes não estivessem realmente lendo o romance enquanto estavam no scanner, eles mantiveram essa conectividade elevada. Chamamos isso de ‘atividade sombra’, quase como uma memória muscular' [...]"
Matéria publicada no "Blog Estante [Guia do Estudante]" em 17 de junho de 2014
Autora: Ana Prado
Reprodução parcial da matéria de acordo com o artigo 46, I, a da Lei 9610/98

27 de setembro de 2014

[Livro] Filosofia da linguagem: introdução crítica à semântica filosófica

Título:
Filosofia da linguagem: introdução crítica à semântica filosófica

Autor:
Luiz Henrique de Araújo Dutra (Lattes)

Editora:
EdUFSC

Edição:
1ª (2014)

ISBN:
978853280674-1

Sinopse:
"A semântica filosófica é o estudo das noções relativas à significação linguística com base nas obras dos filósofos que se ocuparam dessa temática. Este livro analisa as teorias sobre a referência de termos e sobre o significado de sentenças defendidas por alguns dos principais filósofos da tradição analítica, permitindo uma visão ao mesmo tempo abrangente e crítica das noções relativas a essas teorias, assim como de seus pressupostos e aplicações nas análises dos problemas filosóficos ligados ao uso da linguagem verbal."
Mais informações:
http://www.editora.ufsc.br/

26 de setembro de 2014

A patologia da objetividade

Quando falamos em objetividade, normalmente nos referimos ao sentido de clareza e concisão que favorece ao entendimento de algo. Assim, é comum estabelecermos esta associação: clareza-concisão-objetividade. Mas será que a objetividade realmente oportuniza clareza e entendimento?
Por traz do sentido de objetividade se esconde uma forma limitada de perceber o mundo. É claro que nenhum ser humano pode saber tudo de tudo. Mas a objetividade invariavelmente pode oferecer pouco. Não me entenda mal. Não quero defender discursos prolixos ou ensaios enciclopédicos. Reconheço que há situações onde o menos é mais. Contudo, a objetividade conduz a uma “parcial clareza”, ou melhor, uma “clareza a partir da parcialidade”.
Atribuímos clareza a tudo que pode ser dimensionado (limitado). São claras e verdadeiras todas as coisas dotadas de fronteiras e contornos perceptíveis. É assim que identificamos e, principalmente, idealizamos “Objetos”. Pode-se dizer que o Objetivismo é uma espécie de ideologia da construção de Objetos, de entidades que podem ser claramente descobertas e descritas, desde que se saiba como – que se disponha de um método.
Considerar que todas as representações, todos os elementos e todos os fenômenos da existência são Objetos é reconhecer, implicitamente, que tudo pode ser metodologicamente dimensionado, quantificado, valorado, permutado e, principalmente, controlado.  Marcuse, citado por Habermas (1970, p. 49) afirma que “o método científico, que levava sempre a uma dominação cada vez mais eficaz da natureza, proporcionou depois também os conceitos puros e instrumentos para a dominação cada vez mais eficiente do homem sobre o homem, através da dominação da natureza”.
Neste sentido, o incansável labor da Ciência em busca de verdades, certezas e segurança é, ao mesmo tempo, o substrato que fundamenta a legitimação de controles. A sociedade atual, ao pensar o mundo a partir do pressuposto da objetividade, clama cada vez mais por mecanismos de controle, embora paradoxalmente reivindique também o amplo (e irrestrito) exercício das liberdades individuais.
O mundo exige a redução das desigualdades sociais, o fim das guerras e a preservação do meio ambiente. Porém, se insistirmos em pensar apenas “objetivamente” – porque temos pressa, porque tempo é dinheiro – não conseguiremos chegar nem perto da solução destes problemas. Concordo com Morin quando afirma que o pensamento reducionista, limitado e, neste sentido, mutilador, “[...] conduz necessariamente à ações mutiladoras.” Para não nos mutilarmos, precisamos encontrar meios de pensar além da objetividade.
Prof. Alejandro Knaesel Arrabal
Palavras-chave: Objetividade. Objeto. Objetificação. Objetivismo.
Referências:
MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. 4. ed.  Porto Alegre: Sulina, 2011.
HABERMAS, Jürgen. Técnica e ciência como ideologia. Lisboa: Edições 70, 1970.

25 de setembro de 2014

[Livro] Filosofia das ciências

Título:
Filosofia das ciências

Autor:
Pascal Nouvel

Editora:
Papirus

Edição:
1ª (2013)

ISBN:
978853081046-7

Sinopse:
"Como evoluíram as relações entre ciência e filosofia? O que é ciência e o que é técnica? Quais são os principais autores e as teorias marcantes da filosofia das ciências? A tradição antiga entendia ciência e filosofia como uma única disciplina. No entanto, a revolução científica do século XVII efetuou uma distinção irremediável entre elas. No século XIX, sobretudo com Augusto Comte, a ciência chega a ser apresentada como o futuro da filosofia - o pensamento positivista, supostamente, substituiria a especulação metafísica. Na mesma época surge uma corrente que propõe uma filosofia das ciências, a qual lançaria um olhar mais crítico sobre a ciência. Essa obra apresenta um panorama histórico dessa corrente, desde suas origens até as numerosas ramificações contemporâneas. Além disso, analisa os principais textos de diversos pensadores, como Francis Bacon, David Hume e Claude Bernard."
Mais informações:
http://www.papirus.com.br/
Site do autor:
http://pascalnouvel.net/

20 de setembro de 2014

Estudante perde TCC salvo em pendrive após furto


"... não estou nem aí para o dinheiro que levaram.
Estou mais preocupada com o meu TCC ...
"

"Um dos trabalhos mais importantes da graduação da estudante de administração de empresas Maria Helena Barbosa Isidoro, 33 anos, foi por água abaixo. Na noite deste domingo (31), ela havia estacionado o carro em frente a uma igreja, no Jardim Bela Vista, em Bauru. Quando retornou, constatou que a porta do veículo foi danificada e que a bolsa, o notebook e o pendrive com o TCC tinham sumido.
Dentro da bolsa, havia R$ 750,00 em dinheiro, documentos pessoais, cartões bancários, além de um pendrive azul com chaveiro da Claro, único dispositivo onde ela salvou um dos trabalhos mais importantes da graduação. 'Eu não estou nem aí para o dinheiro que levaram. Estou mais preocupada com o meu TCC. Ele estava quase pronto e eu tinha de entregar até o fim do ano. E agora?', lamenta a estudante.
Contudo, esse não foi o único prejuízo de Maria Helena. Ela havia salvado o relatório de estágio, outro trabalho necessário para a conclusão da graduação, apenas no notebook, que também foi levado junto ao carregador. Desesperada, ela foi até a Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde registraria um boletim de ocorrência (BO) com a esperança de recuperar, pelo menos, o pendrive."

Matéria publicada em 31 de agosto de 2014 no site jcnet.com.br (Bauru/SP)
Reprodução da matéria de acordo com o artigo 46, I, a da Lei 9610/98

19 de setembro de 2014

Estudos pontuais sobre o conceito de método e teoria no paradigma da complexidade de Edgar Morin

Tipo:
Artigo publicado em revista científica
REDSIS - Revista Didática Sistêmica
ISSN 1809-3108
(Consulte Qualis aqui)
Título:
Estudos pontuais sobre o conceito de método e teoria no paradigma da complexidade de Edgar Morin
Autores:
ARRIAL, Luciana Roso de (Lattes)
CALLONI, Humberto (Lattes)
Resumo:
"Este artigo é o resultado parcial da investigação acerca do entendimento da noção de método atribuída ao filósofo francês Edgar Morin, principalmente em sua obra O Método1: A natureza da Natureza. Com esse estudo inacabado pretendemos suscitar questões e acolher para o debate contribuições para o fiel entendimento do conceito de método proposto pelo filósofo em inúmeras obras, conferências, artigos e, naturalmente, no conjunto de O Método. Trata-se de perceber a noção de método como um conceito presidido pelo paradigma da complexidade, isto é, como um conceito que se traduz pelas experiências entre o vivido e o refletido, entre o sujeito investigador e o objeto investigado numa proposta de interações recíprocas autoconstituintes entre a descoberta (teoria) e o caminho da descoberta (método) do conhecimento ou, se quisermos, do novo, do inédito, do inusitado. Assim, caminho, caminhar e caminhante constituem-se em uma unidade compreensiva lógica e dialogicamente como metáforas evocativas do sentido que o método é compreendido pela complexidade e para o qual concorre, igualmente, a compreensão do conceito de teoria."
Palavras-chave:
Método. Teoria. Complexidade. Edgar Morin.
Referência:
ARRIAL, Luciana Roso de; CALLONI, Humberto. Estudos pontuais sobre o conceito de método e teoria no paradigma da complexidade de Edgar Morin. REDSIS - Revista Didática Sistêmica, v. 11, p. 50-63, 2010. Disponível em: <http://www.seer.furg.br/redsis/article/view/1661>. Acesso em: 17 set. 2014.

18 de setembro de 2014