Seleção de artigos indicados – Prática da Pesquisa - Vol. IV

Esta é a quarta seleção, em ordem alfabética (por autor) dos artigos e textos indicados no blog Prática da Pesquisa, durante o ano de 2013.
ABIB, Gustavo; HOPPEN, Norberto; HAYASHI JÚNIOR, Paulo. Observação participante em estudos de administração da informação no Brasil. http://www.praticadapesquisa.com.br/2013/11/observacao-participante-em-estudos-de.html
ALVES NETO, Rodrigo Ribeiro. Heidegger e o significado ontológico-existencial da ciência. http://www.praticadapesquisa.com.br/2013/02/heidegger-e-o-significado-ontologico.html
BARROS, José Costa D’Assunção. O projeto de pesquisa: aspectos introdutórios. http://www.praticadapesquisa.com.br/2013/08/o-projeto-de-pesquisa-aspectos.html
BARROS, José Costa D’Assunção. A escolha do tema nas ciências sociais e humanas. http://www.praticadapesquisa.com.br/2013/01/a-escolha-do-tema-nas-ciencias-sociais.html
BARROS, José Costa D’Assunção. As hipóteses nas Ciências Humanas: considerações sobre a natureza, funções e usos das hipóteses. http://www.praticadapesquisa.com.br/2013/01/as-hipoteses-nas-ciencias-humanas.html
BESSA, José Cezinaldo Rocha; BERNARDINO, Rosângela Alves dos Santos; NASCIMENTO, Ilderlândio Assis de Andrade. A citação na escrita acadêmico-científica de estudantes universitários: da paráfrase ao plágio. http://www.praticadapesquisa.com.br/2013/06/a-citacao-na-escrita-academico.html
BORGES, William José; GOIS, Pedro Henrique; TATTO, Luiz. Storytelling e estratégia: a cognição como forma de integração. http://www.praticadapesquisa.com.br/2013/08/storytelling-e-estrategia-cognicao-como.html
BRITO, Ronnie Fagundes de; VANZIN, Tarcisio; ULBRICHT, Vânia. Reflexões sobre o conceito de criatividade: sua relação com a biologia do conhecer. http://www.praticadapesquisa.com.br/2013/02/reflexoes-sobre-o-conceito-de.html

19 de dezembro de 2014

Ciência: horizonte do real ou do ideal?

Horizonte é provavelmente uma das palavras mais empregadas por filósofos e cientistas. Um tipo de metáfora paradoxal que sugere a vastidão do conhecimento, ao mesmo tempo em que remete a uma linha divisória entre o perceptível e o imperceptível. Visto desta forma, o horizonte é um marco de disjunção, uma fronteira entre o que se sabe (ou o que se pode saber) e o que está para além desta possibilidade.
Há quem diga que esta linha divisória é inalcançável, já que o horizonte só pode ser percebido a certa distância do observador. Contudo, não só desejamos alcançar o horizonte, mas também acreditamos que seja possível ir além. É neste momento que a Ciência rende-se ao idealismo e revela-se como ideologia. Por meio da Ciência desejamos desvendar a existência. Infelizmente, nesta trajetória confundimos idealismo com arrogância. Acreditamos cegamente que estamos autorizados a saber mais e mais, para além dos limites do presente (e a qualquer preço). Acreditamos que somos capazes de revelar a verdade do universo independente de nossa própria existência.
Idealizar (sonhar) é importante (ter os pés no chão também), mas é necessário pensar sobre as consequências de nossos discursos e nossas ações no plano da Ciência e da Técnica. É preciso colocar sob suspeita afirmações supostamente desprovidas de valores. A realidade da Tecnociência é sempre uma “realidade projetada”, portanto, idealizada. Não se trata apenas de desvendar o que existe para além do horizonte e tentar descobrir os segredos do universo. "Conhecer é produzir uma tradução das realidades do mundo exterior [...] somos produtores do objeto que conhecemos; cooperamos com o mundo exterior e é essa coprodução que nos dá a objetividade do objeto", explica Morin (2011, p. 111)
Ao pensar e agir cientificamente o homem transforma o meio e modela a realidade. Todo o relato de uma descoberta é uma projeção idealizada de mundo. Assim, a verdade “revelada” não deixa de ser uma verdade “construída”. A vida é um horizonte de possibilidades de idealização e consequente construção de múltiplas realidades. Toda descoberta é um horizonte de construção de sentido.
Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

Referência
MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. 4. ed. Porto Alegre: Sulina, 2011.

18 de dezembro de 2014

[Livro] Como falar, como ouvir

Título:
Como falar, como ouvir

Autor:
Mortimer Adler

Editora:
É Realizações

Edição:
2013

ISBN:
9788580331424

Sinopse:
"Mais uma vez, o brilhantismo, a clareza e a erudição de Mortimer Adler são postos à nossa disposição numa obra que, certamente, é tão importante quanto o clássico Como Ler Livros. Se na obra anterior Adler se preocupava com a baixa capacidade de leitura dos estudantes norte-americanos, nesta ele volta seu olhar para a capacidade de falar e de ouvir. Por que com tanta frequência se supõe que a capacidade de falar e de ouvir é inata e não requer nenhum tipo de treinamento, tal como as atividades paralelas – escrever e ler –, quando, na verdade, as primeiras são muito mais difíceis de ensinar e assimilar? Depois de apresentar um breve relato de como se deu ao longo da história o ensino da escrita e da leitura, assim como da fala e da escuta, e de assinalar em que sentido essas habilidades são correlatas e em que elas se diferenciam, este livro trata do discurso ininterrupto, da escuta silenciosa e da conversa de mão dupla. Em cada um desses temas, Adler identifica diferentes habilidades e atitudes que devem ser assumidas com vistas a um melhor aproveitamento da comunicação. Embora o autor deste livro seja um filósofo, a linguagem acessível, a profundidade da abordagem, a importância do tema tratado e as dicas de caráter prático tornam esta obra uma referência indispensável para vendedores, homens de negócios, políticos, conferencistas, professores e todos aqueles que desejam aperfeiçoar sua capacidade de se comunicar."

Mais informações:
http://www.erealizacoes.com.br/

14 de dezembro de 2014

Prêmio Autêntica de Livro-reportagem

O grupo editorial Autêntica lançou o Prêmio Autêntica de Livro-reportagem com o objetivo de selecionar e publicar um TCC que se enquadre no gênero livro-reportagem. Podem participar da seleção alunos e ex-alunos de todas as áreas de formação, maiores de 18 anos, que tenham defendido o projeto de TCC há no máximo cinco (5) anos da data de inscrição no Prêmio.

Premiação:
Publicação da obra no mercado editorial e R$ 5.000,00.

Inscrições:
Até 28 de fevereiro de 2015.

Mais informações:
http://grupoautentica.com.br/

13 de dezembro de 2014

[Artigo] Modelos científicos, modelos mentais, modelagem computacional e modelagem matemática: aspectos epistemológicos e implicações para o ensino

Tipo:
Artigo publicado em revista científica
Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia
ISSN 1982-873X
(Consulte Qualis aqui)
Título:
Modelos científicos, modelos mentais, modelagem computacional e modelagem matemática: aspectos epistemológicos e implicações para o ensino
Autor:
MOREIRA, Marco Antonio (Lattes)
Resumo:
"A modelagem é um componente essencial da construção científica e da construção cognitiva. Tudo é construção. Na ciência construímos conceitos, modelos, teorias. No funcionamento cognitivo, o primeiro passo para dar conta de uma situação nova é construir, na memória de trabalho, um modelo mental dessa situação. Esses modelos quase sempre implicam algum nível de modelagem matemática. Então, a modelagem deveria ser um componente importante do ensino de ciências e matemática. Mas não é assim. A modelagem é, geralmente, ignorada. No ensino de ciências, por exemplo, não se transmite a ideia de ciência como construção humana, e muito menos os conceitos de modelo e modelagem. Este trabalho busca chamar atenção, principalmente de professores de ciências e matemática, sobre a importância da modelagem, e seus aspectos epistemológicos, no ensino. Para isso faz-se uso de um instrumento heurístico, o Vê epistemológico de Gowin."
Palavras-chave:
Modelos Científicos. Modelos Mentais. Modelagem Computacional. Modelagem Matemática. Ensino de Ciências e Matemática.
Referência:
MOREIRA, Marco Antonio. Modelos científicos, modelos mentais, modelagem computacional e modelagem matemática: aspectos epistemológicos e implicações para o ensino. Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, v. 7, n. 2, maio/ago.2014. Disponível em: <https://periodicos.utfpr.edu.br/rbect/article/view/2037/1267>. Acesso em: 12 dez. 2014.

12 de dezembro de 2014

[Livro] Às voltas com a Metafísica e a Fenomenologia

Título:
Às voltas com a Metafísica e a Fenomenologia

Autor:
Ernildo Stein (Lattes)

Editora:
Editora Unijuí

Edição:
2014

ISBN:
9788541900942

Sinopse:
"O título desta obra parece sugerir que ela vem com a pretensão de seguir a tendência que se apresenta nos últimos 30 anos, isto é, de retomar a metafísica como um nome para abrigar múltiplas tentativas de desenvolver alguma Filosofia teórica. Este livro, no entanto, é resultado de um exercício que se pretende inovador pela sua intenção principal: libertar uma expressão que deve sua origem à tentativa de classificar diversos textos de Aristóteles que se ocupam com a Filosofia primeira. A pergunta principal gira em torno dos motivos que levaram a cultura ocidental a denominar como metafísica muitos dos temas que efetivamente receberam o nome de Filosofia teórica. O autor admira-se da persistência com que o pensamento ocidental se fixou numa expressão que vem do grego e que recebeu a tarefa de dar conta do núcleo principal da Filosofia. A resposta que ele espera encontrar é sobre as razões que levaram a Filosofia ocidental a se prender a esse nome. Para encontrá-las, o autor propõe-se uma tarefa de desconstrução desse patrimônio que é presumido na expressão metafísica."

Mais informações:
http://www.unijui.edu.br/editora-unijui

9 de dezembro de 2014

[Charge] Happy!?


4 de dezembro de 2014