Pensadores em seu tempo

Nenhum pensador existe fora de seu tempo. As ideias que atravessam gerações também carregam as marcas das experiências, dos acontecimentos e dos contextos históricos em que foram produzidas.

A partir de uma antiga planilha elaborada durante o doutorado, organizei uma linha do tempo interativa que permite visualizar a trajetória de 69 pensadores, seus períodos de vida, países de referência e alguns dos acontecimentos históricos que atravessaram oito séculos.

Uma experiência para perceber o pensamento não apenas como um conjunto de ideias, mas como expressão de pessoas que viveram em determinados tempos e realidades.

Conheça o infográfico: Pensadores em seu tempo.

Prof. Alejandro Knaesel Arrabal


9 de setembro de 2026

[Charge] Smeagol e(m) IA

 Lembra do Senhor dos Anéis?

Ilustração original de Alejandro Knaesel Arrabal (2015) adaptada digitalmente com auxílio de Inteligência Artificial Generativa (Gemini).


6 de setembro de 2026

Conclusão ou Considerações Finais?

No Trabalho Acadêmico, a parte final do conteúdo deve ser denominada “Conclusão” ou “Considerações Finais”?
A ABNT NBR 14724:2005 já empregava a expressão “Conclusão” para designar a parte final dos elementos textuais do trabalho, denominação que permanece nas orientações normativas posteriores. A norma define a conclusão como a parte final do texto na qual são apresentadas conclusões correspondentes aos objetivos ou hipóteses da pesquisa.
Contudo, algumas instituições de ensino adotam a expressão “Considerações Finais” para designar essa mesma parte do trabalho. Trata-se, em grande medida, de uma divergência terminológica, e não necessariamente de uma diferença quanto à função ou ao conteúdo esperado.
Há quem sustente que a palavra “conclusão” carregaria semanticamente um sentido absoluto ou definitivo, de modo que concluir uma pesquisa significaria encerrar a discussão sobre o tema. Sob essa perspectiva, a expressão “Considerações Finais” seria mais apropriada por apresentar sentido menos categórico. Essa interpretação, entretanto, não parece necessária. A conclusão de uma pesquisa diz respeito às questões que foram efetivamente delimitadas e investigadas: pode-se concluir quanto ao problema, aos objetivos e às hipóteses estabelecidos sem pretender esgotar as possibilidades de investigação sobre o tema.
A própria NBR 14724:2005 admitia, na conclusão, a apresentação de desdobramentos relativos à importância, síntese, projeção, repercussão, encaminhamento e outros, o que evidencia que a ideia de conclusão não implica necessariamente o encerramento definitivo da discussão científica.
Também não parece adequado estabelecer uma distinção segundo a qual somente nas teses de doutorado seria apropriado utilizar a expressão “Conclusão”. Trabalhos de diferentes níveis acadêmicos podem apresentar conclusões, desde que estas estejam relacionadas ao problema, aos objetivos, às hipóteses e aos resultados da investigação. A natureza da contribuição esperada em uma tese de doutorado não decorre da denominação atribuída à seção final do trabalho.
Assim, as expressões “Conclusão” e “Considerações Finais” podem, em princípio, ser utilizadas para designar a parte final do trabalho, sem que se atribua à primeira um sentido necessariamente absoluto ou definitivo. Mais importante do que a escolha terminológica é que essa seção cumpra adequadamente sua função: apresentar, de forma coerente com o percurso da pesquisa, as conclusões ou considerações decorrentes da investigação.
Por isso, recomenda-se observar, antes de tudo, as normas e orientações da instituição à qual o trabalho será submetido. Se houver liberdade de escolha, ambas as expressões podem ser utilizadas, desde que empregadas de maneira coerente com o conteúdo desenvolvido. Se a instituição adotar uma denominação específica, esta deverá ser observada para fins de padronização.
Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

5 de setembro de 2026

Ensaio acadêmico

O ensaio se aproxima do artigo científico, embora não se confunda com ele. Sua preocupação com a demonstração exaustiva pode ser menor, pois o gênero ensaístico admite maior liberdade para formular hipóteses, interpretações e afirmações que se apresentem como possibilidades de reflexão. Isso, contudo, não autoriza uma escrita arbitrária ou desprovida de estrutura. Há uma proposta temática, um desenvolvimento argumentativo e considerações finais. Em muitos casos, sua organização se aproxima daquela de um artigo, com introdução, desenvolvimento e conclusão. Em outros, especialmente em uma postagem ensaística em blog, a estrutura pode ser mais livre, e as referências completas podem eventualmente ceder lugar a links ativos.

A própria palavra “ensaio” conserva a ideia de tentativa, de experimentação. No teatro, o ensaio admite interrupção, erro, reinício e repetição de uma cena. A peça completa ainda não está pronta, mas o trabalho já possui direção, compromisso e forma. O ensaio escrito guarda, de modo semelhante, uma abertura própria de uma obra que não reivindica exaustividade ou acabamento absoluto. Essa abertura, contudo, não elimina o dever de clareza, coerência interna, consistência argumentativa nem a indicação das fontes efetivamente utilizadas.

Em um ensaio acadêmico, o texto pode começar pelo título e pelo nome do autor, seguido da exposição do problema ou tema e de seu desenvolvimento, sem que o resumo constitua necessariamente uma exigência do gênero. Poucas referências podem ser suficientes quando correspondem às interlocuções efetivamente mobilizadas pelo texto. O menor número de fontes, entretanto, não dispensa sua adequada identificação nem afasta a responsabilidade do autor quanto ao uso que delas faz.

Prof. Dr. Alejandro Knaesel Arrabal

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Notas: O texto corresponde a uma transcrição gerada e posteriormente tratada com o auxílio da plataforma de Inteligência Artificial Generativa ChatGPT, a partir de um momento explicativo da aula realizada em 4 de setembro de 2026, no componente curricular “Patrimônio Cultural Imaterial e Propriedade Intelectual”, do Mestrado em Direito da Universidade Regional de Blumenau (FURB). A imagem ilustrativa foi gerada com o auxílio da plataforma de Inteligência Artificial Generativa ChatGPT.

4 de setembro de 2026

[Infográfico] Notas sobre Linguagem e Escrita Acadêmica

Infográfico produzido com o auxílio da plataforma de IA generativa Gemini, a partir do texto homônimo publicado no site www.profarrabal.blogspot.com.


24 de agosto de 2026

[Infográfico] Produção textual em trabalhos de pesquisa científica

Infográfico produzido com o auxílio da plataforma de IA generativa ChatGPT, a partir do texto homônimo publicado no site www.profarrabal.blogspot.com


18 de agosto de 2026

[Livro] O que é ciência afinal?

Título:
O que é ciência afinal?
Autor:
Alan Chalmers

Editora:
Brasiliense

Edição:
1993

ISBN:
9788511120615

Sinopse:
"Por que a ciência, no mundo contemporâneo, tem assumido muitas vezes o lugar da religião como instituição capaz de solucionar os principais problemas humanos? Como ela conquistou, ao longo da história, o prestígio e a estatura que possui? Estas são algumas perguntas que o pensador britânico Alan F. Chalmers se propõe a examinar e responder neste livro surpreendente e fundamental para a compreensão do papel da ciência em nossa sociedade."

Mais informações:
www.editorabrasiliense.com.br

Referência:
CHALMERS, Alan. O que é ciência afinal? São Paulo: Brasiliense, 1993.

11 de agosto de 2026