[Livro] O que é ciência afinal?

Título:
O que é ciência afinal?
Autor:
Alan Chalmers

Editora:
Brasiliense

Edição:
1993

ISBN:
9788511120615

Sinopse:
"Por que a ciência, no mundo contemporâneo, tem assumido muitas vezes o lugar da religião como instituição capaz de solucionar os principais problemas humanos? Como ela conquistou, ao longo da história, o prestígio e a estatura que possui? Estas são algumas perguntas que o pensador britânico Alan F. Chalmers se propõe a examinar e responder neste livro surpreendente e fundamental para a compreensão do papel da ciência em nossa sociedade."

Mais informações:
www.editorabrasiliense.com.br

Referência:
CHALMERS, Alan. O que é ciência afinal? São Paulo: Brasiliense, 1993.

11 de agosto de 2026

A pedagogia do apagamento: objetividade como um problema para o pesquisador

É comum afirmar que a pesquisa científica exige rigor, objetividade e método. Aparentemente essa afirmação não apresenta maiores implicações. Contudo, considero que existe um problema grave quando esses atributos passam a constituir de modo predominante o próprio horizonte do pesquisador, especialmente daqueles que buscam aprender como pesquisar cientificamente. 

Receio que, não raro, ensina-se (ou aprende-se) menos a pesquisar e mais a reproduzir uma determinada estética da cientificidade. Certos modos de "dizer" o que é e como se faz pesquisa científica, fortalece o imaginário de que fazer ciência consiste em atender a requisitos técnicos e metodológicos previamente estabelecidos, como se o conhecimento resultasse da correta aplicação de um protocolo sobre um objeto já posto e plenamente disponível à descrição.

Essa compreensão produz um efeito silencioso perverso. Ao colocar a objetividade no centro da formação, acaba-se por deslocar o próprio pesquisador para uma posição periférica. Trata-se da sugestão, ainda de inaudita e involuntária, que quanto menos o sujeito aparecer, mais científica será sua investigação. A pesquisa deixa, então, de ser uma vivência de envolvimento intelectual com um problema e se torna uma operação técnica destinada a produzir descrições objetivas da realidade.

Ocorre que toda descrição participa do design do que descreve. Ela seleciona, organiza, estabelece relações, define fronteiras, atribui relevâncias e produz silêncios. Não existe descrição que apenas transporte o objeto para a linguagem. A própria linguagem constrói o que passa a ser reconhecido como objeto de pesquisa. Por isso, a objetividade não pode ser confundida com a ilusão de que seria possível descrever o mundo independentemente da própria arquitetura da descrição formulada. 

Paradoxalmente, quanto mais o ensino insiste na ideia de que a pesquisa deve primar pela objetividade, menos favorece o desenvolvimento do pensamento crítico que afirma promover. O estudante passa a compreender que seu contexto, sua trajetória, suas dificuldades, suas inquietações e até mesmo sua autoria possuem importância secundária diante da necessidade de produzir um texto que ostente os sinais exteriores da cientificidade. O rigor deixa de ser compreendido como responsabilidade intelectual para transformar-se em conformidade estrutural.

A terceirização da escrita acadêmica, o plágio e o uso servil da inteligência artificial generativa são, provavelmente, também movidos por esses aspectos do dizer científico, fenômeno que envolve, claro, outros fatores. Essas praticas encontram terreno fértil em uma pedagogia que ensina o estudante a acreditar que sua principal tarefa consiste em entregar um produto objetivo, demanda que, diante de inúmeras outras tarefas cotidianas, precariza atos e atitudes que se esperam de um percurso intelectual genuíno em propósitos e autêntico em condições de realização. 

O problema, portanto, não reside na objetividade enquanto compromisso epistemológico, mas na objetivação da própria formação científica. Quando a objetividade ocupa o lugar do pesquisador, a pesquisa deixa de ser vivenciada como prática autoral responsável em seu pertencimento comunitário para converter-se em um conjunto de procedimentos passíveis de execução por qualquer agente suficientemente competente para reproduzir seus marcadores formais. Nesse cenário, o uso servil da inteligência artificial generativa é só mais um capítulo de uma fragilidade formativa que já se encontra inscrita no modo como, há muito tempo, são reproduzidas certas práticas de ensinar o fazer científico.

Prof. Dr. Alejandro Knaesel Arrabal

Notas: 
- Texto elaborado com auxílio de IA Generativa (ChatGPT) para organização textual, revisão ortográfica, gramatical e aprimoramento da redação. As afirmações, argumentos e conclusões são de integral autoria e responsabilidade de Alejandro Knaesel Arrabal.
- Imagem gerada com auxílio de IA Generativa (ChatGPT), baseada em ilustração original de autoria de Alejandro Knaesel Arrabal.

3 de agosto de 2026

"A Escola Judicial, em homenagem ao desembargador Márcio Túlio Viana e em comemoração aos 50 anos da Biblioteca do Tribunal Regional do Trabalho da 3a Região, abre as inscrições para o 3o Concurso de Monografias da Biblioteca do Tribunal Regional do Trabalho da 3a Região - Escola Judicial, com o propósito de incentivar a produção doutrinária atinente ao mundo do trabalho e destacar obras inéditas sobre o tema."

Tema:
"Inteligência Artificial: Aplicações, Impactos Jurídicos, Éticos, Sociais e Políticos da Inteligência Generativa".

Premiação:
Os(as) autores(as) das cinco monografias mais bem avaliadas serão condecorados(as) pela direção da Escola Judicial e receberão os seguintes prêmios:
I - 1° (primeiro) lugar: R$ 800,00 (oitocentos reais) em vale-compra, oferecido pela Asttter; 01 (uma) mochila de nailon USB 21L (vinte e um litros) e 1 (uma) garrafa térmica oferecidas pela ANAJUSTRA Federal; 1 (um) computador portátil tipo táblete, com toque de tela e tamanho mínimo de 25,4 cm de diagonal (10 polegadas); 1 (uma) cesta de café da manhã com brindes do Sicoob Coopjus; 1(um) kit contendo: 1 (uma) mochila, 1 (uma) caneta, 1 (um) caderno de anotações/notas tipo "moleskine' e 1 (um) copo térmico, oferecido pela CEF; e certificado de vencedor(a) do concurso;
II - 2° (segundo) lugar: R$ 500,00 (quinhentos reais) em vale-compra, oferecido pela Asttter; 1 (um) computador portátil tipo táblete, com toque de tela e tamanho mínimo de 25,4 cm de diagonal (10 polegadas); 1 (uma) cesta de café da manhã com brindes do Sicoob Coopjus; 1(um) kit contendo: 1 (uma) mochila, 1 (uma) caneta, 1 (um) caderno de anotações/notas tipo "moleskine' e 1 (um) copo térmico, oferecido pela CEF; e certificado de segundo lugar no concurso;
III - 3° (terceiro) lugar: R$ 300,00 (trezentos reais) em vale-compra, oferecido pela Asttter; 1 (um) computador portátil tipo táblete, com toque de tela e tamanho mínimo de 25,4 cm de diagonal (10 polegadas); 1 (uma) cesta de café da manhã com brindes do Sicoob Coopjus; 1(um) kit contendo: 1 (uma) mochila, 1 (uma) caneta, 1 (um) caderno de anotações/notas tipo "moleskine" e 1 (um) copo térmico, oferecido pela CEF; e certificado de terceiro lugar no concurso;
IV - 4° (quarto) lugar: R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais) em vale-compra, oferecido pela Asttter; 1 (um) computador portátil tipo táblete, com toque de tela e tamanho mínimo de 25,4 cm de diagonal (10 polegadas); 1(um) kit contendo: 1 (uma) mochila, 1 (uma) caneta, 1 (um) caderno de anotações/notas tipo "moleskine' e 1 (um) copo térmico, oferecido pela CEF; e certificado de participação no concurso; e
V - 5° (quinto) lugar: R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) em vale-compra, oferecido pela Asttter; 1 (um) computador portátil tipo táblete, com toque de tela e tamanho mínimo de 25,4 cm de diagonal (10 polegadas); 1(um) kit contendo: 1 (uma) mochila, 1 (uma) caneta, 1 (um) caderno de anotações/notas tipo 'moleskine' e 1 (um) copo térmico, oferecido pela CEF; e certificado de participação no concurso.

Inscrições:
Até o dia 20 de agosto de 2025.

Informações:
https://portal.trt3.jus.br/escola/institucional/biblioteca/copy3_of_sugestoes

20 de julho de 2025

[Artigo] O design como um modelo metodológico para a tecnologia

Tipo:
Artigo publicado em revista científica
Pensando - Revista de Filosofia
ISSN 2178-843X
(Consulte Qualis aqui)
Título:
O design como um modelo metodológico para a tecnologia
Autor:
Gilmar Evandro Szczepanik (Lattes)
Resumo: 
"O objetivo desse artigo consiste em realizar uma investigação filosófica sobre o design, buscando encontrar elementos que permitam caracterizá-lo como um modelo metodológico próprio das áreas tecnológicas. O ponto de partida consiste em caracterizar a natureza dos problemas tecnológicos, diferenciando-os, consequentemente, dos problemas científicos. Em seguida, tratamos de apresentar algumas características peculiares do próprio design que lhe dão identidade. Na sequência, procuramos demonstrar que o design é um processo, ou seja, um conjunto de atividades ordenado e racional que tem como ponto de partida a identificação de um problema tecnológico e busca solucioná-lo, desenvolvendo um artefato ou um dispositivo que seja funcional. Por fim, consideramos que o design também consegue fornecer uma explicação tecnológica, desvendando alguns dos elementos obscuros que perpassam o processo de criação e de uso dos artefatos tecnológicos."
Palavras-chave: 
Design. Metodologia. Tecnologia. Explicação.
Referência:
SZCZEPANIK, Gilmar Evandro. O design como um modelo metodológico para a tecnologia. Pensando - Revista de Filosofia, Teresina, v. 8, n. 15, p. 3-20, 2017. Disponível em:  <https://doi.org/10.26694/2178843X.vl8iss15pp3-20>. Acesso em: 10 jul. 2018. 

10 de julho de 2018

Para Refletir #36 - Leitura


8 de abril de 2018

Publicações de acesso aberto no portal da Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados disponibiliza uma Biblioteca Digital com um acervo dedicado a variados assuntos de interesse da casa legislativa e, é claro, de toda a população brasileira. São livros, artigos, ensaios, anais, áudios e vídeos sobre inúmeros assuntos. A busca por verbetes como “pesquisa científica”, “metodologia científica” e “conhecimento científico”, por exemplo, resulta em dezenas de fontes.

O portal informa que o acervo contém “publicações editadas pela Edições Câmara, trabalhos de órgãos técnicos da Casa, obras raras e valiosas, produção acadêmica de servidores da Câmara dos Deputados, estudos e notas técnicas das consultorias legislativa e de orçamento. Em sua maioria, os documentos da Biblioteca Digital são de uso aberto. Excetuam-se aqueles que dependem de licença para acesso ou que pertençam, por finalidade, à coleção de uso restrito à Câmara dos Deputados.” Vale a pena conferir.

http://bd.camara.gov.br/bd/

Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

6 de março de 2018