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Como pesquisar artigos científicos no Google

Para encontrar artigos publicados em revistas científicas na Internet, lance no Google palavras chave que possam filtrar de forma mais eficiente os resultados. Uma maneira muito simples é acrescentar a sigla “ISSN” junto à expressão de busca. ISSN é sigla do sistema de cadastro internacional de periódicos. Para diversificar, utilize outras palavras chave que são comuns em periódicos e artigos científicos: “abstract”, “Scielo”, entre outras.
Também é possível filtrar os resultados combinando as expressões “OJS” ou “SEER”. OJS é a abreviação de Open Journal Systems, plataforma empregada internacionalmente por diversas instituições para a publicação de revistas científicas eletrônicas. No Brasil, esta ferramenta foi traduzida pelo IBICT e batizada de SEER (Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas). 
Contudo, independente da plataforma de publicação, recomendo observar se a revista conta com um conselho editorial (revisor), se apresenta uma política de avaliação e também se está vinculada a algum programa de pós-graduação. Estes e outros fatores podem ajudar a avaliar (por tabela e preliminarmente) a qualidade do texto.  É claro que não se pode julgar um artigo apenas por estes aspectos, mas eles podem ajudar na identificação de trabalhos mais consistentes.
Prof. Alejandro Knaesel Arrabal 

21 de novembro de 2013

Como encontrar fontes de pesquisa e bibliografia especializada na Internet

Todo semestre ouço alguém afirmar que não encontra bibliografia a respeito do seu tema de pesquisa. Normalmente esta queixa fundamenta-se na crença de que são necessárias publicações que tratem cirurgicamente do assunto eleito. Este é um erro comum cometido especialmente por aqueles que insistem em ver o trabalho de pesquisa como um processo exclusivamente reprodutivo, cuja dinâmica consiste em compor um mosaico de citações, uma espécie de patchwork cognitivo.
Por mais que um assunto seja novo ou específico, não consigo aceitar a ideia de que não existam fontes que possam ser empregadas, sejam aquelas relacionadas à teoria geral, ou as que podem ser obtidas em recentes publicações científicas disponíveis na Internet. Neste aspecto concordo com as considerações de Carvalho (2013, p. 41-42) quando afirma que: 
Na atualidade, com as ferramentas de pesquisa disponíveis, qualquer tentativa de justificação da ausência de bibliografia atualizada é inválida. O acesso à informação possibilitado pela Internet simplesmente torna inadmissível que o pesquisador não tenha conhecimento pleno e atualizado das pesquisas que estão sendo produzidas sobre o seu tema nos principais centros de investigação do mundo. 
Encontrar bibliografia especializada na Internet não é tão difícil, contudo, exige um esforço que vai além de selecionar os primeiros links indicados no Google. A pesquisa on-line demanda conhecimento das diversas ferramentas disponíveis e a aplicação de algumas estratégias. Neste sentido, recomendo a leitura das seguintes postagens deste blog:
Referência:
CARVALHO, Salo de. Como (não) se faz um Trabalho de Conclusão. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2013.
Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

22 de agosto de 2013

Cronograma atemporal

Na elaboração de um projeto de pesquisa, não são raras as situações onde não temos informações precisas sobre datas. Nestes casos, a sugestão para a apresentação do cronograma é estruturá-lo de forma atemporal. Estabeleça períodos para suas ações, objetivos ou metas em uma escala de tempo que não esteja vinculada a datas específicas.
Veja também: cronograma no TCC

Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

13 de junho de 2013

Elaboração de diagramas na produção científica

A elaboração de diagramas é uma prática que pode colaborar muito em diversos aspectos da produção intelectual. Diagramas podem ajudar no processo de leitura crítica, na formulação de textos com maior grau de originalidade e também como elemento de apoio à apresentação de conteúdos. 
Na leitura crítica: uma das qualidades relacionadas à leitura crítica (leitura ativa) consiste em perceber a estrutura lógico-argumentativa de um texto. É preciso identificar os vários elementos que compõem o texto a fim de perceber se ele é dotado de consistência intrínseca. Representar graficamente estes elementos de modo a evidenciar como eles estão relacionados é tarefa que pode ser aperfeiçoada por meio de diagramas. 
Na redação: diferente da leitura crítica, onde o texto é convertido em diagrama, na produção textual o caminho é inverso, ou seja, a partir de um diagrama pode-se construir um texto. Observe que esta mediação (texto – diagrama – texto) conduz a uma postura ativa, não só em relação à leitura, como também em relação à redação, evitando-se meras transcrições literais. 
Na apresentação de conteúdos: diagramas enquanto representações visuais podem contribuir muito para a compreensão de conteúdos. Mas atenção: um bom diagrama não pode ser autossuficiente em relação ao conteúdo representado. Por seu caráter eminentemente estrutural e esquemático, todo diagrama deve ser concebido como um recurso complementar, jamais substituindo integralmente o texto ou a fala. 

2 de junho de 2013

Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações

Você conhece a BDTD? A Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações é um portal que disponibiliza Teses e Dissertações Brasileiras em inteiro teor. Atualmente o sistema conta com mais de 200 mil trabalhos publicados. Trata-se de uma ótima base para pesquisa. Vale a pena conferir http://bdtd.ibict.br/vufind/

Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

12 de abril de 2013

Método: construção, escolha ou adivinhação?

Durante muito tempo o assunto “método de pesquisa” provocava em mim certa insatisfação. Não me convencia com a ideia de simplesmente apresentar aos alunos a descrição dos diversos métodos propostos pela vasta e diversificada doutrina. Apenas conhecer os enunciados sobre o que é o método indutivo, dedutivo, hipotético dedutivo, histórico, dialético e tantos outros, parecia nunca revelar importância. Sentia que algo estava errado sobre o que atualmente denomino “exercício de adivinhação do método”. Observei que, ao elaborar projetos de pesquisa, alunos tentavam “adivinhar” qual método deveriam mencionar, limitando-se a descrever conceitos sem perceber a efetiva relação com o fazer pesquisa. Em bancas de TCC, na ausência de descrição metodológica clara, professores vezes discutiam e determinavam o “método” que o aluno adotou. Neste contexto percebi o problema. Se o método é a descrição do “como fazer” e explicar “como foi feito” é algo necessário para validar os resultados da pesquisa, o “método” não é algo que pode ser simplesmente “adivinhado” pelo pesquisador, ou mesmo apontado pelo avaliador. 
Entendo que o professor não deve impor um método ao aluno, ou mesmo afirmar “você adotou o método X”. É o aluno, ou melhor, o pesquisador que deve descrever “como fez a pesquisa” e, com esta descrição, demonstrar a consistência dos resultados que obteve. Neste contexto, consistência significa: dados e argumentos que possam ser aceitos. O avaliador, orientador ou membro de banca, aceita ou não as conclusões que aluno apresenta, no contexto de “como ele fez” a pesquisa, ou seja, no contexto do método proposto. Assim, usando uma analogia popular, o Método é uma "trilha" e não um “trilho”. 
Estou convencido que o erro em não compreender a importância do “método”, especialmente para os iniciantes na pesquisa científica, está na persistente passividade e no consequente “exercício de adivinhação”. Ou seja, acreditar que os métodos estão prontos e disponíveis como um grande catálogo de ferramentas. Esta visão “pré-concebida” e “pré-formatada” dos métodos, neutraliza um dos aspectos da atividade de pesquisa onde mais se pode contribuir criativamente: a “proposição do método” como construção. Não me entendam mal. Ao sugerir que é preciso “construir o método”, não estou desprezando toda a base teórica disponível na literatura sobre o assunto. Estou apenas propondo uma mudança de ponto de vista. Só conseguimos perceber a importância e a dimensão concreta da filosofia, da ciência e do método após um esforço significativo de reflexão e descrição de como pesquisamos, de como obtemos recursos e os estruturamos na tentativa de encontrar respostas consistentes às indagações da pesquisa. 
Prof. Alejandro Knaesel Arrabal
Foto: pixabay.com 

4 de março de 2013

O método indutivo

Tipo:
Artigo publicado em revista científica

Título:
O método indutivo

Autor:
VIANA, Gerardo Valdisio Rodrigues; PEREIRA, Eliéser Sales.

27 de fevereiro de 2013

Do “Ovo Frito” ao Método

Em nome da clareza e simplicidade que dedico, em especial, aos iniciantes da prática da pesquisa, afirmo que a palavra “Método” sugere simplesmente um “como fazer”. Mas atenção, esta categoria já foi (e ainda é) objeto de muita divergência teórica no plano da epistemologia científica. De toda forma, sugiro considerar o sentido mais elementar desta palavra. Pense um pouco sobre a seguinte afirmação: 
Se o método é um “como fazer”, pode-se afirmar que empregamos “método” em todas as atividades diárias? 
Você concorda com esta afirmação? Eu concordo, em parte. Acompanhe o seguinte exemplo: Fritar um ovo parece ser algo simples, mas você conseguiria fritá-lo com a gema intacta e a clara distribuída proporcionalmente ao redor? Algo parecido com o gabarito abaixo.  

17 de maio de 2012

Dicas de pesquisa no Google

Indicado para iniciantes, este vídeo apresenta dicas úteis sobre alguns recursos de pesquisa disponíveis no Google.

4 de julho de 2011

[Mapa Conceitual] Plano de Monografia

Com o emprego do CmapTools, a professora Maria de Lourdes Coelho da UFMG elaborou um conteúdo relacionado ao “planejamento da monografia”. Estruturado por meio de “Mapas Conceituais”, este material traz informações interessantes sobre a elaboração de trabalhos de conclusão de curso de graduação e de pós-graduação.  
Visite o site : http://homepages.dcc.ufmg.br/~mlcoelho/monografia/

16 de junho de 2011

Pesquisa documental: pistas teóricas e metodológicas

Tipo:
Artigo publicado em revista científica

Título:
Pesquisa documental: pistas teóricas e metodológicas

Autores:
SÁ-SILVA, Jackson Ronie; ALMEIDA, Cristóvão Domingos de; GUINDANI, Joel Felipe.

26 de maio de 2011

Encontre o site onde uma imagem foi publicada com o TinEye

TinEye é um motor de busca para encontrar as páginas na Internet onde uma imagem foi publicada. Diferente do Google Imagens, com o TinEye você pode descobrir a fonte de uma imagem, se há versões modificadas dela ou se existe uma versão de maior resolução.

16 de abril de 2011

Pesquisa no Google Acadêmico


O Google Acadêmico (http://scholar.google.com.br) é uma poderosa ferramenta para pesquisar fontes acadêmicas: "[...] artigos revisados, teses, livros, resumos e artigos de editoras acadêmicas, organizações profissionais, bibliotecas de pré-publicações, universidades e outras entidades acadêmicas." (GOOGLE, 2010). 

14 de novembro de 2010

Elaboração de “diagramas” como técnica de interpretação, construção e descrição de conteúdos

Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

Diagramas são representações gráficas simplificadas de idéias, informações, conceitos e argumentos.
Exemplo de diagrama circular. Elaborado com Microsoft "PowerPoint 2010"

Os diagramas podem ser utilizados como instrumentos de interpretação, construção e descrição de conteúdos.

9 de novembro de 2010

Pesquisa Survey

Tipo:
Comunicação publicada em periódico

Título:
O método de pesquisa survey

Autores:
FREITAS, Henrique; OLIVEIRA, Mírian; SACCOL, Amarolinda Zanela; MOSCAROLA, Jean

19 de setembro de 2010

Diretório de Grupos de Pesquisa do Brasil

Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

Uma técnica eficiente para o mapeamento de fontes de pesquisa (Livros, artigos, ensaios, entre outros) é a identificação dos pesquisadores atuantes na área ou tema relacionados à sua pesquisa.
Para tanto, sugiro realizar uma busca por meio do “Diretório de Grupos de Pesquisa do Brasil”. http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/
Este diretório é administrado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPQ, e contém informações sobre os integrantes de grupos de pesquisa em atividade no País. “O Diretório mantém uma Base corrente, cujas informações são atualizadas continuamente pelos líderes de grupos, pesquisadores, estudantes e dirigentes de pesquisa das instituições participantes [...]” (CNPQ, 2010)

17 de setembro de 2010

Vídeo aula: Elaboração do Projeto de Pesquisa
1 - Objeto (Formulação do Problema e Hipóteses)

Este vídeo contém orientações básicas sobre a elaboração do projeto de pesquisa, especialmente em relação à formulação do problema e as hipóteses, elementos estes que integram a descrição do objeto de pesquisa.  
Link para o Vídeo (YouTube)

3 de setembro de 2010

Ferramentas para Criação de Formulários de Pesquisa

Questionários e entrevistas são procedimentos usuais para a coleta de dados, tanto em pesquisas quantitativas como qualitativas. Dependendo do objeto e grupo pesquisados, é possível empregar formulários on-line que podem facilitar, não só o levantamento dos dados como também sua tabulação.
Conheça algumas das ferramentas disponíveis na web:

http://wufoo.com/

10 de agosto de 2010

Pesquisar no Google

Para obter melhores resultados nas pesquisas realizadas com o Google, é recomendável elaborar uma Estratégia considerando os seguintes aspectos:
· Identifique claramente o objetivo ou objetivos da pesquisa;
· Avalie as palavras relacionadas ao assunto pesquisado e suas variáveis (campo léxico);
· Estude os recursos que a ferramenta de busca (no caso o Google) oferece.

14 de março de 2009