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Conclusão ou Considerações Finais?

No Trabalho Acadêmico, a parte final do conteúdo deve ser denominada “Conclusão” ou “Considerações Finais”?
A ABNT NBR 14724:2005 já empregava a expressão “Conclusão” para designar a parte final dos elementos textuais do trabalho, denominação que permanece nas orientações normativas posteriores. A norma define a conclusão como a parte final do texto na qual são apresentadas conclusões correspondentes aos objetivos ou hipóteses da pesquisa.
Contudo, algumas instituições de ensino adotam a expressão “Considerações Finais” para designar essa mesma parte do trabalho. Trata-se, em grande medida, de uma divergência terminológica, e não necessariamente de uma diferença quanto à função ou ao conteúdo esperado.
Há quem sustente que a palavra “conclusão” carregaria semanticamente um sentido absoluto ou definitivo, de modo que concluir uma pesquisa significaria encerrar a discussão sobre o tema. Sob essa perspectiva, a expressão “Considerações Finais” seria mais apropriada por apresentar sentido menos categórico. Essa interpretação, entretanto, não parece necessária. A conclusão de uma pesquisa diz respeito às questões que foram efetivamente delimitadas e investigadas: pode-se concluir quanto ao problema, aos objetivos e às hipóteses estabelecidos sem pretender esgotar as possibilidades de investigação sobre o tema.
A própria NBR 14724:2005 admitia, na conclusão, a apresentação de desdobramentos relativos à importância, síntese, projeção, repercussão, encaminhamento e outros, o que evidencia que a ideia de conclusão não implica necessariamente o encerramento definitivo da discussão científica.
Também não parece adequado estabelecer uma distinção segundo a qual somente nas teses de doutorado seria apropriado utilizar a expressão “Conclusão”. Trabalhos de diferentes níveis acadêmicos podem apresentar conclusões, desde que estas estejam relacionadas ao problema, aos objetivos, às hipóteses e aos resultados da investigação. A natureza da contribuição esperada em uma tese de doutorado não decorre da denominação atribuída à seção final do trabalho.
Assim, as expressões “Conclusão” e “Considerações Finais” podem, em princípio, ser utilizadas para designar a parte final do trabalho, sem que se atribua à primeira um sentido necessariamente absoluto ou definitivo. Mais importante do que a escolha terminológica é que essa seção cumpra adequadamente sua função: apresentar, de forma coerente com o percurso da pesquisa, as conclusões ou considerações decorrentes da investigação.
Por isso, recomenda-se observar, antes de tudo, as normas e orientações da instituição à qual o trabalho será submetido. Se houver liberdade de escolha, ambas as expressões podem ser utilizadas, desde que empregadas de maneira coerente com o conteúdo desenvolvido. Se a instituição adotar uma denominação específica, esta deverá ser observada para fins de padronização.
Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

5 de setembro de 2026

Na apresentação perante a banca, preciso mencionar (citar) verbalmente os autores pesquisados?

Entendo que a apresentação perante banca é revestida de forma e dinâmica distintas da expressão escrita. No trabalho impresso, o registro das fontes é indispensável, não só para sedimentar o argumento, mas também oportunizar ao leitor o acesso às obras consultadas. Creio que a apresentação oral não precisa caminhar no mesmo sentido. Mesmo porque, especificamente no caso da apresentação dos Trabalhos de Conclusão, a banca já conhece o conteúdo do texto e suas respectivas fontes, de modo que a apresentação não precisa explicitar os autores consultados. Isto não significa que não seja possível (ou, em certos casos, até mesmo necessário) mencioná-los. Por exemplo, quando uma pesquisa é ancorada teoricamente em um determinado autor ou filósofo, é muito difícil imaginar que ele não seja verbalmente explicitado.
Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

2 de dezembro de 2015

Como apresentar as citações e referências de artigos e livros publicados na Internet?

Para pesquisas que contenham revisão literária (também conhecida como revisão bibliográfica), livros e artigos disponíveis na Internet são consultas indispensáveis. Seguem exemplos de citações destas modalidades de fontes, considerando as diretrizes da ABNT (no sistema autor-data):
Exemplo de citação de artigo online, até três linhas:
“O sujeito se expressa na ilusão de controlar a origem de seu discurso, sem que se dê conta de que o determinante dos sentidos desse discurso é a história […]” (ADINOLFI, 2007, p. 3).
Referência do artigo:
ADINOLFI, Valéria Trigueiro Santos. Discurso científico, poder e verdade. Revista AULAS, Campinas, v. 1, n. 3, p. 1-10, dez. 2006/mar. 2007. Disponível em:
<http://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/aulas/article/view/1940/1401>. Acesso em: 17 set. 2015.
Exemplo citação de livro online, até três linhas:
“As questões relacionadas ao conhecimento estão entre as que são tradicionalmente classificadas como centrais para a investigação filosófica.” (LUZ, 2013, p. 9).
Referência do livro:
LUZ, Alexandre Meyer. Conhecimento e justificação: problemas de epistemologia contemporânea. Pelotas: NEPFil, 2013. Disponível em:
<http://nepfil.ufpel.edu.br/dissertatio/acervo/5-meyer.pdf>. Acesso em: 17 set. 2015.
Para saber mais sobre este assunto, consulte estes post:
Como apresentar citações de legislação no sistema autor-data?
Exemplos de referências de trabalhos acadêmicos (NBR 6023)
Indicação de fontes de pesquisa (Vídeo aula)
Como apresento citações de conteúdos disponíveis na Internet? 
Nas citações de legislação e jurisprudência, como devo apresentar as chamadas no sistema autor-data?
Como citar autores de capítulos de livros?

Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

17 de setembro de 2015

Como citar e referenciar entrevistas não publicadas?

Segue algumas orientações sobre como lidar com entrevistas não publicadas em trabalhos acadêmicos.
1) Grave e transcreva a entrevista. Caso a entrevista seja concedida verbalmente, recomenda-se sua gravação, mediante consentimento prévio do entrevistado, seguida da transcrição. Se realizada por e-mail ou outro meio escrito, o conteúdo pode igualmente ser preservado. A transcrição integral pode ser apresentada ao final do trabalho, em apêndice, quando isso for pertinente à pesquisa. Essa inclusão, contudo, não constitui exigência da ABNT.
2) Utilize a entrevista no corpo do texto por meio de citação direta ou indireta. As falas do entrevistado podem ser reproduzidas literalmente ou apresentadas por meio de paráfrase, observando-se as regras gerais de citação. A identificação do entrevistado pode ser feita pelo nome ou, quando necessário, por código ou denominação que preserve sua identidade, como “Entrevistado A”. Dados como local e data da entrevista podem ser apresentados no próprio texto ou em nota de rodapé.
3) Não inclua a entrevista não publicada formalmente no rol de referências. Segundo a ABNT NBR 10520:2023, a transcrição de entrevistas e/ou depoimentos não publicados formalmente não gera referência. Assim, a entrevista deve ser contextualizada no texto ou em nota, sem a elaboração de uma referência bibliográfica convencional.
Ex:
Segundo Rafael Freitas, “...”¹
___________
¹ Entrevista concedida a Alejandro Knaesel Arrabal, Blumenau, 9 jun. 2015.

ou

O Entrevistado A afirmou que “...”¹
___________
¹ Entrevista de pesquisa concedida em 9 jun. 2015, em Blumenau.
Mais orientações sobre entrevistas, confira estes links:
O uso de entrevista, observação e videogravação em pesquisa qualitativa
Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em Ciências Sociais
A entrevista na pesquisa qualitativa: mecanismos para validação dos resultados

Foto deste post: www.publicdomainpictures.net

Postagem atualizada em 6 set. 2026.

9 de junho de 2015

Preciso citar um texto que não especifica ano de publicação. Como devo proceder?

Segundo a NBR 6023 (2002, p. 17), quando não for possível identificar qualquer datação relacionada ao texto, registra-se a data aproximada entre colchetes da seguinte forma:
[2014?] para data provável 
[201-?] para década provável 
[20--?] para século provável
Prof. Alejandro Knaesel Arrabal
Referência:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR. 6023: informação e documentação – referências – elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

25 de abril de 2015

Como apresentar citações de legislação no sistema autor-data?

A NBR 10520 não explica detalhadamente como se deve apresentar as chamadas para Legislação no sistema autor-data. Portanto, segue três sugestões tendo como base nas regras gerais desta mesma norma:
(BRASIL. Lei 9.610, 1998, art. 27) ... ou;
Conforme a Lei 9.610 (BRASIL, 1998, art. 27) ... ou;
Conforme o artigo 27 da Lei 9.610 (BRASIL, 1998).
Na lista de referências (exemplo de legislação disponível na Internet):
BRASIL. Lei 9610, de 19 de fevereiro de 1998. Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9610.htm>. Acesso em: 17 nov. 2014.
Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

17 de novembro de 2014

Como citar autores de capítulos de livros?

Atualmente é comum encontrar obras cujos capítulos foram escritos por autores diferentes. Nestes casos, as citações podem ser elaboradas da seguinte forma: Junto com a citação (direta ou indireta) indique o autor da parte, seguido do ano da obra e do número da página correspondente.
Exemplo no sistema autor-data:
"A importância das nanotecnologias na produção de patentes pode ser verificada no Alerta Tecnológico nº 87, referente aos pedidos de patente sobre nanomateriais do primeiro semestre de 2012, publicado em janeiro de 2013." (ENGELMANN; ARRABAL, 2014, p. 125).
Na lista de referências ao final do trabalho, apresente os dados da obra utilizando o modelo “referência de parte de obra” conforme a NBR 6023.
Exemplo:
ENGELMANN, Wilson; ARRABAL, Alejandro Knaesel. A (in)suficiência da dicotomia público/privado na propriedade industrial: uma análise a partir das nanotecnologias da constitucionalização do direito. In: BOFF, Salete Oro; PIMENTEL, Luiz Otávio; FORTES, Vinícius Borges (Orgs). Direito e desenvolvimento sustentável: a (necessária) proteção jurídica da biotecnologia e a (necessária) regulamentação do acesso à biodiversidade e aos conhecimentos tradicionais. Passo Fundo: IMED, 2013
Para saber mais sobre este assunto, consulte o post "indicação de fontes em trabalhos científicos".

Prof. Alejandro Knaesel Arrabal

10 de abril de 2014