Ensaio acadêmico

O ensaio se aproxima do artigo científico, embora não se confunda com ele. Sua preocupação com a demonstração exaustiva pode ser menor, pois o gênero ensaístico admite maior liberdade para formular hipóteses, interpretações e afirmações que se apresentem como possibilidades de reflexão. Isso, contudo, não autoriza uma escrita arbitrária ou desprovida de estrutura. Há uma proposta temática, um desenvolvimento argumentativo e considerações finais. Em muitos casos, sua organização se aproxima daquela de um artigo, com introdução, desenvolvimento e conclusão. Em outros, especialmente em uma postagem ensaística em blog, a estrutura pode ser mais livre, e as referências completas podem eventualmente ceder lugar a links ativos.

A própria palavra “ensaio” conserva a ideia de tentativa, de experimentação. No teatro, o ensaio admite interrupção, erro, reinício e repetição de uma cena. A peça completa ainda não está pronta, mas o trabalho já possui direção, compromisso e forma. O ensaio escrito guarda, de modo semelhante, uma abertura própria de uma obra que não reivindica exaustividade ou acabamento absoluto. Essa abertura, contudo, não elimina o dever de clareza, coerência interna, consistência argumentativa nem a indicação das fontes efetivamente utilizadas.

Em um ensaio acadêmico, o texto pode começar pelo título e pelo nome do autor, seguido da exposição do problema ou tema e de seu desenvolvimento, sem que o resumo constitua necessariamente uma exigência do gênero. Poucas referências podem ser suficientes quando correspondem às interlocuções efetivamente mobilizadas pelo texto. O menor número de fontes, entretanto, não dispensa sua adequada identificação nem afasta a responsabilidade do autor quanto ao uso que delas faz.

Prof. Dr. Alejandro Knaesel Arrabal

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Notas: O texto corresponde a uma transcrição gerada e posteriormente tratada com o auxílio da plataforma de Inteligência Artificial Generativa ChatGPT, a partir de um momento explicativo da aula realizada em 4 de setembro de 2026, no componente curricular “Patrimônio Cultural Imaterial e Propriedade Intelectual”, do Mestrado em Direito da Universidade Regional de Blumenau (FURB). A imagem ilustrativa foi gerada com o auxílio da plataforma de Inteligência Artificial Generativa ChatGPT.

4 de setembro de 2026

[Infográfico] Notas sobre Linguagem e Escrita Acadêmica

Infográfico produzido com o auxílio da plataforma de IA generativa Gemini, a partir do texto homônimo publicado no site www.profarrabal.blogspot.com.


24 de agosto de 2026

[Infográfico] Produção textual em trabalhos de pesquisa científica

Infográfico produzido com o auxílio da plataforma de IA generativa ChatGPT, a partir do texto homônimo publicado no site www.profarrabal.blogspot.com


18 de agosto de 2026

[Livro] O que é ciência afinal?

Título:
O que é ciência afinal?
Autor:
Alan Chalmers

Editora:
Brasiliense

Edição:
1993

ISBN:
9788511120615

Sinopse:
"Por que a ciência, no mundo contemporâneo, tem assumido muitas vezes o lugar da religião como instituição capaz de solucionar os principais problemas humanos? Como ela conquistou, ao longo da história, o prestígio e a estatura que possui? Estas são algumas perguntas que o pensador britânico Alan F. Chalmers se propõe a examinar e responder neste livro surpreendente e fundamental para a compreensão do papel da ciência em nossa sociedade."

Mais informações:
www.editorabrasiliense.com.br

Referência:
CHALMERS, Alan. O que é ciência afinal? São Paulo: Brasiliense, 1993.

11 de agosto de 2026

A pedagogia do apagamento: objetividade como um problema para o pesquisador

É comum afirmar que a pesquisa científica exige rigor, objetividade e método. Aparentemente essa afirmação não apresenta maiores implicações. Contudo, considero que existe um problema grave quando esses atributos passam a constituir de modo predominante o próprio horizonte do pesquisador, especialmente daqueles que buscam aprender como pesquisar cientificamente. 

Receio que, não raro, ensina-se (ou aprende-se) menos a pesquisar e mais a reproduzir uma determinada estética da cientificidade. Certos modos de "dizer" o que é e como se faz pesquisa científica, fortalece o imaginário de que fazer ciência consiste em atender a requisitos técnicos e metodológicos previamente estabelecidos, como se o conhecimento resultasse da correta aplicação de um protocolo sobre um objeto já posto e plenamente disponível à descrição.

Essa compreensão produz um efeito silencioso perverso. Ao colocar a objetividade no centro da formação, acaba-se por deslocar o próprio pesquisador para uma posição periférica. Trata-se da sugestão, ainda de inaudita e involuntária, que quanto menos o sujeito aparecer, mais científica será sua investigação. A pesquisa deixa, então, de ser uma vivência de envolvimento intelectual com um problema e se torna uma operação técnica destinada a produzir descrições objetivas da realidade.

Ocorre que toda descrição participa do design do que descreve. Ela seleciona, organiza, estabelece relações, define fronteiras, atribui relevâncias e produz silêncios. Não existe descrição que apenas transporte o objeto para a linguagem. A própria linguagem constrói o que passa a ser reconhecido como objeto de pesquisa. Por isso, a objetividade não pode ser confundida com a ilusão de que seria possível descrever o mundo independentemente da própria arquitetura da descrição formulada. 

Paradoxalmente, quanto mais o ensino insiste na ideia de que a pesquisa deve primar pela objetividade, menos favorece o desenvolvimento do pensamento crítico que afirma promover. O estudante passa a compreender que seu contexto, sua trajetória, suas dificuldades, suas inquietações e até mesmo sua autoria possuem importância secundária diante da necessidade de produzir um texto que ostente os sinais exteriores da cientificidade. O rigor deixa de ser compreendido como responsabilidade intelectual para transformar-se em conformidade estrutural.

A terceirização da escrita acadêmica, o plágio e o uso servil da inteligência artificial generativa são, provavelmente, também movidos por esses aspectos do dizer científico, fenômeno que envolve, claro, outros fatores. Essas praticas encontram terreno fértil em uma pedagogia que ensina o estudante a acreditar que sua principal tarefa consiste em entregar um produto objetivo, demanda que, diante de inúmeras outras tarefas cotidianas, precariza atos e atitudes que se esperam de um percurso intelectual genuíno em propósitos e autêntico em condições de realização. 

O problema, portanto, não reside na objetividade enquanto compromisso epistemológico, mas na objetivação da própria formação científica. Quando a objetividade ocupa o lugar do pesquisador, a pesquisa deixa de ser vivenciada como prática autoral responsável em seu pertencimento comunitário para converter-se em um conjunto de procedimentos passíveis de execução por qualquer agente suficientemente competente para reproduzir seus marcadores formais. Nesse cenário, o uso servil da inteligência artificial generativa é só mais um capítulo de uma fragilidade formativa que já se encontra inscrita no modo como, há muito tempo, são reproduzidas certas práticas de ensinar o fazer científico.

Prof. Dr. Alejandro Knaesel Arrabal

Notas: 
- Texto elaborado com auxílio de IA Generativa (ChatGPT) para organização textual, revisão ortográfica, gramatical e aprimoramento da redação. As afirmações, argumentos e conclusões são de integral autoria e responsabilidade de Alejandro Knaesel Arrabal.
- Imagem gerada com auxílio de IA Generativa (ChatGPT), baseada em ilustração original de autoria de Alejandro Knaesel Arrabal.

3 de agosto de 2026

3º Concurso de Monografias da Biblioteca do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região

"A Escola Judicial, em homenagem ao desembargador Márcio Túlio Viana e em comemoração aos 50 anos da Biblioteca do Tribunal Regional do Trabalho da 3a Região, abre as inscrições para o 3o Concurso de Monografias da Biblioteca do Tribunal Regional do Trabalho da 3a Região - Escola Judicial, com o propósito de incentivar a produção doutrinária atinente ao mundo do trabalho e destacar obras inéditas sobre o tema."

Tema:
"Inteligência Artificial: Aplicações, Impactos Jurídicos, Éticos, Sociais e Políticos da Inteligência Generativa".

Premiação:
Os(as) autores(as) das cinco monografias mais bem avaliadas serão condecorados(as) pela direção da Escola Judicial e receberão os seguintes prêmios:
I - 1° (primeiro) lugar: R$ 800,00 (oitocentos reais) em vale-compra, oferecido pela Asttter; 01 (uma) mochila de nailon USB 21L (vinte e um litros) e 1 (uma) garrafa térmica oferecidas pela ANAJUSTRA Federal; 1 (um) computador portátil tipo táblete, com toque de tela e tamanho mínimo de 25,4 cm de diagonal (10 polegadas); 1 (uma) cesta de café da manhã com brindes do Sicoob Coopjus; 1(um) kit contendo: 1 (uma) mochila, 1 (uma) caneta, 1 (um) caderno de anotações/notas tipo "moleskine' e 1 (um) copo térmico, oferecido pela CEF; e certificado de vencedor(a) do concurso;
II - 2° (segundo) lugar: R$ 500,00 (quinhentos reais) em vale-compra, oferecido pela Asttter; 1 (um) computador portátil tipo táblete, com toque de tela e tamanho mínimo de 25,4 cm de diagonal (10 polegadas); 1 (uma) cesta de café da manhã com brindes do Sicoob Coopjus; 1(um) kit contendo: 1 (uma) mochila, 1 (uma) caneta, 1 (um) caderno de anotações/notas tipo "moleskine' e 1 (um) copo térmico, oferecido pela CEF; e certificado de segundo lugar no concurso;
III - 3° (terceiro) lugar: R$ 300,00 (trezentos reais) em vale-compra, oferecido pela Asttter; 1 (um) computador portátil tipo táblete, com toque de tela e tamanho mínimo de 25,4 cm de diagonal (10 polegadas); 1 (uma) cesta de café da manhã com brindes do Sicoob Coopjus; 1(um) kit contendo: 1 (uma) mochila, 1 (uma) caneta, 1 (um) caderno de anotações/notas tipo "moleskine" e 1 (um) copo térmico, oferecido pela CEF; e certificado de terceiro lugar no concurso;
IV - 4° (quarto) lugar: R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais) em vale-compra, oferecido pela Asttter; 1 (um) computador portátil tipo táblete, com toque de tela e tamanho mínimo de 25,4 cm de diagonal (10 polegadas); 1(um) kit contendo: 1 (uma) mochila, 1 (uma) caneta, 1 (um) caderno de anotações/notas tipo "moleskine' e 1 (um) copo térmico, oferecido pela CEF; e certificado de participação no concurso; e
V - 5° (quinto) lugar: R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) em vale-compra, oferecido pela Asttter; 1 (um) computador portátil tipo táblete, com toque de tela e tamanho mínimo de 25,4 cm de diagonal (10 polegadas); 1(um) kit contendo: 1 (uma) mochila, 1 (uma) caneta, 1 (um) caderno de anotações/notas tipo 'moleskine' e 1 (um) copo térmico, oferecido pela CEF; e certificado de participação no concurso.

Inscrições:
Até o dia 20 de agosto de 2025.

Informações:
https://portal.trt3.jus.br/escola/institucional/biblioteca/copy3_of_sugestoes

20 de julho de 2025